Bolsonaro nomeia almirante para a SAE e todos os ministros com gabinete no Planalto passaram a ser de origem militar – o que vem aí?

14/02/2020 0 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro nomeia almirante para a SAE e todos os ministros com gabinete no Planalto passaram a ser de origem militar – o que vem aí?


Publicado por ET URBS MAGNA


Flávio Augusto Viana Rocha assumirá Secretaria de Assuntos Estratégicos; medida esvazia funções de Filipe Martins. O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta sexta-feira (14) o vice-almirante da Marinha para a SAE, que passa a partir de agora a ser vinculada diretamente à Presidência, e não mais à Secretaria-Geral.

Rocha é mais um militar a ganhar espaço no Palácio do Planalto. Além disso, a Secretaria de Assuntos Estratégicos ganhou a função de assessorar o presidente em questões de política externa.

Na Marinha, Rocha era comandante do 1° Distrito Naval, que é sede da Força e abrange os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais.

A nomeação dele foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta, assim como a do general Walter Braga Netto para a Casa Civil. Braga Netto atuava até então como chefe do Estado-Maior do Exército.

Assim, todos os ministros com gabinete do Palácio do Planalto passaram a ser de origem militar.

Também foi publicado no DOU um decreto que transfere a SAE para a Presidência e dá novas competências ao órgão.

A mudança esvazia as funções de Filipe Martins, assessor-chefe adjunto da assessoria especial, que atua como assessor para assuntos internacionais.

Filipe foi aluno do ideólogo de direita Olavo de Carvalho.

Uma pessoa próximo a Bolsonaro afirma, reservadamente, que o presidente está fazendo uma espécie de “freio de arrumação” na área externa, por julgar que havia uma ideologização em excesso no setor.

De acordo com essa fonte, Bolsonaro já havia demonstrado insatisfação com Filipe, entre outros membros da “ala ideológica”, desde meados do ano passado.

O decreto transferiu da assessoria especial para a SAE as seguintes competências: assistir o presidente na realização de estudos e contatos que subsidiem a coordenação de ações com organizações estrangeiras; assistir o presidente na preparação de material de informação e de apoio de encontros e audiências com autoridades estrangeiras; preparar a correspondência do presidente com autoridades estrangeiras; participar do planejamento das viagens internacionais do presidente e encaminhar e processar as proposições e os expedientes da área diplomática em tramitação na Presidência da República.

O texto também determina que os servidores da assessoria especial com atividades relacionadas a essa competência — que é o caso de Filipe — ficarão subordinados ao secretário de Assuntos Estratégicos.

A SAE foi chefiada pelo general Maynard Marques de Santa Rosa durante os dez primeiros meses do governo de Bolsonaro.

Em novembro, Santa Rosa deixou o cargo após atritos com o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira. Em janeiro, Bruno Grossi foi nomeado para a posição.

Agora, Grossi passou a ser assessor especial da Secretaria-Geral.

O Globo


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