
BOLSONARO deixa o hospital DF Star, em Brasília |5.5.2025| Crédito: O Povo
Manifestação na capital federal busca pressionar por anistia aos condenados do 8 de Janeiro, em meio a tensões políticas e críticas ao STF – SAIBA MAIS
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Brasília, 07 de maio de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou sua participação no ato pró-anistia marcado para esta quarta-feira (7/mai), às 16h, na Torre de TV, em Brasília.
A manifestação, convocada pelo próprio Bolsonaro, busca pressionar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) pela anistia dos condenados pelos atos extremistas de 8 de Janeiro.
Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o evento terá como foco central o caso de Débora Rodrigues Santos, condenada a 14 anos por pichar a estátua da Justiça com batom, um símbolo usado pelos bolsonaristas para criticar supostos excessos nas penas.
A mobilização ocorre enquanto Bolsonaro se recupera de uma cirurgia abdominal, internado por 16 dias, mas ele anunciou sua presença, condicionada à saúde, após receber alta hospitalar.
A decisão de Bolsonaro de comparecer ao ato, mesmo após desafios médicos, reflete a estratégia de manter sua influência política, apesar de estar inelegível até 2030 por condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-presidente planeja participar do início da manifestação, reforçando sua liderança entre apoiadores. Sua presença, segundo O Globo, visa intensificar a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, que resiste em pautar o projeto de lei da anistia, temendo confronto com o STF.
Parlamentares do PL, como Sóstenes Cavalcante, afirmam ter 162 assinaturas para acelerar a proposta, mas ainda faltam 95 para atingir a maioria absoluta.
Malafaia, por sua vez, criticou Motta, chamando-o de “vergonha da Paraíba” por travar a votação.
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A manifestação ocorre em um contexto de polarização, com pesquisas como a da Genial/Quaest indicando que 56% dos brasileiros são contra a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.
O evento também destaca a exaltação ao ministro Luiz Fux, elogiado por bolsonaristas por propor uma pena menor para Débora Rodrigues.
A mobilização enfrenta resistência de líderes como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que considera a anistia uma pauta divisiva e não prioritária.
“Quando falamos desse assunto a todo instante, estamos dando oportunidade de dividir a sociedade”, declarou Alcolumbre.
A esquerda, que realizou atos contrários à anistia em março, critica a proposta como uma tentativa de Bolsonaro de reverter sua própria situação jurídica, já que juristas apontam que o projeto poderia beneficiá-lo diretamente.












