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Bolsonaro mente e ataca eleições devido à “queda nas pesquisas”, diz Barroso

    Pra ele é “necessário criar um inimigo a cada hora”, afirma o ministro, que acrescentou: “Vivemos em um mundo em que as pessoas passam a acreditar nas mentiras muitas vezes repetidas”.

    Perguntado pelo jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, se o aplicativo Telegram será suspenso nestas eleições, o ministro presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, respondeu: “Espero que não (…), mas como qualquer outra plataforma (…) precisa estar sujeita às leis brasileiras (…), não pode fazer apologia do nazismo, do terrorismo, não pode vender armas, não pode ser sede de ataques antidemocráticos”.

    “A democracia foi uma conquista muito valiosa do povo brasileiro e nós precisamos protegê-la do fascismo e da militância extremista que pretenda destruí-la”.

    Guilherme Amado lembra que na Alemanha foram bloqueados, do Telegram, 64 canais extremistas e pergunta a Barroso “como avalia o interesse do Congresso nessa questão”. O ministro diz que “não estão” interessados e que “não se solicitou” isso. “O que nos diferencia da Alemanha é o papel que a Justiça Eleitoral tem na organização das eleições”.

    “O Telegram não era um problema porque tinha pouca expressão no Brasil, mas se quiser ser um ator relevante tem que estar submetido à legislação brasileira”.

    Amado diz que recentemente “Bolsonaro disse que eventual suspensão do aplicativo seria contra a liberdade de expressão” e pergunta o que o ministro tem a dizer sobre isso. A resposta foi que “vender armas não é liberdade de expressão, nem apologia ao nazismo. Mandar tacar fogo no STF não é liberdade de expressão”.

    Em seguida, o jornalista lembra que Bolsonaro voltou a atacar o processo eleitoral após ficar algum tempo neutro e até defendê-lo. “Por que?”, pergunta Amado. Então, a resposta de Barroso é: “Imagino que seja a queda nas pesquisas, que seja necessário criar um inimigo a cada hora”, disse Barroso.

    “O presidente deu entrevista à Veja de dizer que confia plenamente no sistema que aliás o elegeu por larga margem. Mas no mundo em geral, líderes populistas, quando tem novas eleições costumam alardear que vai ter fraude“.

    “Vivemos em um mundo em que as pessoas passam a acreditar nas mentiras muitas vezes repetidas”.

    Assista à toda a entrevista no Metrópoles:

    文