Crise aguda que provocava vômitos passou, mas piorou a questão psicológica, segundo aliados do ex-presidente condenado a 27 anos
Brasília, 27 de outubro 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em trama golpista, apresenta melhora física após uma crise aguda de soluços que provocava vômitos incessantes e interrompia até visitas em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília.
De acordo com aliados próximos, o quadro, ligado a sequelas do atentado a faca em 2018, foi controlado com tratamentos para refluxo, permitindo que ele recupere o aspecto físico e retome conversas mais fluidas.
No entanto, essa evolução contrasta com o agravamento psicológico: o pavor iminente da transferência para regime fechado tem gerado crises de choro frequentes e sinais evidentes de depressão, segundo a Folha de S. Paulo.
Isso transforma o isolamento da prisão domiciliar em um peso insustentável, afirmaram fontes ligadas ao ex-mandatário, sob condição de anonimato, que descrevem Bolsonaro como “abatido e fragilizado emocionalmente”, com o julgamento no STF atuando como catalisador para essa deterioração.
A perspectiva de perda de liberdade total, aliada ao estagnação de projetos de anistia no Congresso e ao racha na direita brasileira, intensifica o desespero, segundo o cardiologista Leandro Echenique, que monitora o caso.
Enquanto a família, liderada por Michelle Bolsonaro, oferece suporte diário com chás e rotinas caseiras, aliados temem que o quadro piore sem intervenção urgente, usando a saúde como argumento para pleitear medidas menos rigorosas junto ao ministro Alexandre de Moraes.
Essa dualidade entre alívio corporal e tormento mental expõe as vulnerabilidades de um líder outrora combativo, agora confinado, e levanta debates sobre os impactos da justiça restaurativa no bem-estar de condenados de alto perfil.
Apesar da melhora somática, o equilíbrio emocional permanece frágil, com visitas controladas sem celulares servindo como único alento em meio à rotina monitorada.
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Jair Bolsonaro (PL) se recuperou da crise aguda de soluço, que provocava inclusive vômitos constantes e o obrigava a interromper as conversas até mesmo quando recebia visitas. Melhor no aspecto físico, de acordo com pessoas que o visitaram, o ex-presidente piorou na questão psicológica e emocional.
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A Folha de SP teve a mesma preocupação com Lula? quando éste enfrentou com dignidade à prisão arbitraria a que foi sometido?
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