Com aval de Bolsonaro, Moro reage a Lula, se contrapõe ao STF e pede ação no Congresso – Ministro da Justiça, cargo que ganhou do golpe por sua atuação quando ex-juiz da Lava Jato com suas mentiras contadas nas condenações do ‘Caso Triplex do Guarujá’ e ‘Sítio de Atibaia’, vira peça fundamental na estratégia do Planalto de combater a volta do ex-presidente ao cenário político
As verdades que Lula tem contado ao povo, sobre toda a armação de Moro & Dallagnol à frente da Operação que lhe fez com que passasse 580 dias na prisão, está incomodando Bolsonaro, Moro, e todos os corruptos golpistas do Brasil.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, entrou no embate em defesa do governo Jair Bolsonaro (PSL), reagiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se contrapôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao sugerir pressão sobre o Congresso para a volta da prisão logo após condenação em segunda instância. De fato, Lula mal saiu da prisão e já faz duros discursos que têm incomodado muito ao establischment e todos os envolvidos no Golpe 2016.
Agora, com a libertação de Lula, Moro reassume a carapuça do ex-juiz herói de Curitiba, quando foi aquele algoz implacável do inocente Lula, absurdamente preso sem nenhuma prova mas por fato indeterminado, como o atual ministro escrevera na sentença de condenação enviada ao TRF-4
Agora, Moro virou peça fundamental na estratégia do Palácio do Planalto no enfrentamento às críticas de Lula.
Desde a decisão do Supremo pelo veto à prisão em segunda instância na quinta-feira (7), com a consequente soltura de Lula na sexta (8), o tom dos ataques e contra-ataques tem subido. Essa escalada não deve parar.
Bolsonaro e seus ministros, por orientação do Planalto, não deveriam se manifestar sobre o julgamento que determinou o início do cumprimento da pena somente após esgotados todos os recursos —o chamado trânsito em julgado.
O presidente, a princípio, ainda ignoraria as declarações de Lula, mas este fez, até agora, discursos ‘pesados’ em Curitiba (PR) e São Bernardo do Campo (SP), seu reduto político, quando, em ambos, direcionou sua artilharia a Bolsonaro, Moro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
Com a repercussão das declarações de Lula, Bolsonaro tem reavaliado a forma de reagir. Inicialmente, as respostas ficariam a cargo de ministros, como o próprio Moro e o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), em um tom controlado, além de congressistas bolsonaristas, livres para responder a Lula e tentar minimizar as verdades da armação judicial que ele sofreu para interromper o processo eleitoral que o levaria de volta à presidência do Brasil em 2018.
O plano, porém, não obteve o resultado esperado. Agora, Bolsonaro vai ampliar a resposta e seus ministros também.
A volta do ‘teatro de Moro’, com sua fala anticorrupção
Moro entra em cena com posicionamentos mais fortes e reassumindo a posição de algoz de Lula com a mesma conversa fiada do golpe que culminou com a prisão do ex-presidente.
“A resposta aos avanços efêmeros de criminosos não pode ser a frustração, mas, sim, a reação, com a votação e aprovação no Congresso das PECs [propostas de emendas à Constituição] para permitir a execução em segunda instância e do pacote anticrime”, escreveu Moro neste domingo (10) em rede social.
A mensagem do ministro foi publicada com uma foto de um outdoor com apoio às suas iniciativas — de um lado aparece Moro e de outro, Bolsonaro. “Toledo e o Brasil apoiam o pacote anticrime do ministro Sergio Moro”, diz o cartaz.
Apesar do silêncio de Bolsonaro sobre a decisão do STF, Moro lamentou o “revés” do resultado do julgamento —que terminou em 6 a 5 contra a execução antecipada da pena—, ao dizer que “lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil”.
O ministro da Justiça afirmou que a jurisprudência da corte deve ser respeitada, por isso virou seu foco para o Congresso.
No sábado (9), Lula havia chamado Moro de “canalha”. Ele dissera também que o procurador Deltan Dallagnol montou uma “quadrilha” no comando da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Moro, em seguida, foi ao Twitter: “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”.
Essa atuação de Moro é de grande importância para o Planalto. Interlocutores do presidente avaliam que, além de ser mais popular do que Bolsonaro, como mostram pesquisas de opinião, Moro tem mais legitimidade para mobilizar protestos contra Lula e e contra sua própria suspeição.
Suspeição de Moro
A imparcialidade de Moro na condução da Lava Jato foi gritante. O caso deve ser julgado neste mês na Segunda Turma do Supremo. Esse julgamento, que pode anular a condenação do tríplex, tornaria Lula novamente elegível, o que representaria uma ameaça a Bolsonaro em 2022.
O entorno do presidente diz acreditar que a pressão popular pode convencer o ministro Celso de Mello, cuja posição ainda é uma incógnita, a não votar pela suspeição de Moro.
Para o Planalto, no entanto, os sinais emitidos recentemente pelo decano não são animadores. No final do mês passado, ele afirmou que o vídeo publicado por Bolsonaro em uma rede social, no qual compara o STF a uma hiena, evidencia que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.
Além de Moro, Heleno, por exemplo, tem saído em defesa do governo. Esses movimentos são a resposta, segundo interlocutores do presidente, a uma perda de espaço de Bolsonaro. No fim de semana, com o discurso inflamado, Lula ocupou espaço majoritário nos veículos de comunicação e conseguiu, segundo análises internas do Planalto, maior adesão que Bolsonaro em sua arena favorita: as redes sociais.
A defesa é que o presidente não pode abrir mão de capitanear a narrativa sobre seu próprio governo. O plano de ação é defendido principalmente por integrantes do núcleo ideológico, formado por seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Ele, porém, tem ganhado apoio também no grupo moderado, formado por integrantes da cúpula militar, para os quais as críticas do petista “ameaçam a ordem social”.
No sábado, o Planalto começou a monitorar o risco de protestos pelo país. Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada integrantes da cúpula das Forças Armadas para discutir o assunto.
MORO EM TRÊS TEMPOS
Recuos e derrotas Anunciado por Bolsonaro como superministro, Moro acumula recuos e derrotas desde o início do governo. Em uma delas, ouviu de Bolsonaro que o pacote anticrime não é visto com urgência pelo governo. Também vê cada vez mais distante a promessa de uma vaga no STF, especialmente depois da divulgação de mensagens privadas que trocou com procuradores da Lava Jato. Ouviu de Bolsonaro que cabe a ele, presidente, e não ao ministro, fazer nomeações na cúpula da Polícia Federal, que é subordinada a Moro
O embate Depois da soltura do ex-presidente Lula, na última sexta-feira (8), Moro se contrapõs ao STF, cuja decisão contra prisão logo após a segunda instância beneficiou o petista, e respondeu aos ataques do ex-presidente neste sábado (9). “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”, escreveu em rede social. Mais cedo naquele dia, Lula chamara Moro de canalha e mentiroso
A suspeição Moro tem pela frente o julgamento neste mês, na Segunda Turma do STF, do recurso de Lula que alega a suspeição do ex-juiz na condução da Lava Jato. Se os ministros decidirem que Moro não foi imparcial, a condenação do petista no caso do tríplex pode ser anulada, e Lula voltaria a se tornar elegível para 2022.

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Bom dia povo brasileiro esse es juis fantasiado de super heroi esta se borrando de medo porque ja foi dismascarado agora se borra porque esse desgoverno nao ta con nada e sabe que vai todos pra cadeia com a vitoria da esquerda os brasileiros de ben jamais vai votar nessa quadrilha de pisicopata ..com essa farsa que aconteceu o povo nao esquece e bolsonaro disse no tuiter que nao fala com bandidos como que ele se comunica com os filhos e com iniguima e o fabricio queiroz o povo brasileiro esta canssado de ver postagem dele e foto com os melicianos explica ai presidente.?
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