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Bolsonaro leva parentes da pichadora para ato, tenta falar inglês e diz que golpistas são os ministros do STF (vídeo)

    Só um psicopata pra falar que aquilo que aconteceu no dia 8 de janeiro foi uma tentativa armada de golpe militar“, disse o ex-presidente réu ASSISTA e SAIBA MAIS

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    São Paulo, 6 de abril de 2025

    Neste domingo (6/abr), o ex-presidente denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Ministério Público e tornado réu pela Corte máxima de Justiça do Brasil, além de inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), liderou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, com o objetivo de pressionar pela anistia aos condenados pelos atos golpistas do famigerado 8 de Janeiro.

    O evento foi previamente divulgado amplamente por apoiadores nas redes sociais e, por esse motivo, atraiu milhares de pessoas. De acordo com estimativas do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), o ato reuniu 44,9 mil apoiadores em seu pico, por volta das 15h44, com uma margem de erro de 5,4 mil para mais ou para menos. A contagem foi baseada em imagens aéreas analisadas por inteligência artificial.

    O ato contou com a participação de governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Wilson Lima (União Brasil-AM), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Jorginho Mello (PL-SC), No trio elétrico, estavam outros aliados, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    A presença maciça de líderes estaduais foi interpretada por analistas progressistas como uma tentativa de unificar a direita em torno da pauta da anistia e projetar força política para 2026, apesar das divisões internas.

    A escolha de São Paulo, que é um palco histórico de grandes manifestações, e a organização mais estruturada – com cinco câmeras, drones e um símbolo como o batom – visaram superar o fiasco do ato no Rio.

    Ainda assim, apesar de representar um aumento significativo em relação aos 18,3 mil presentes no ato de Copacabana, em 16 de março, o número ficou aquém das expectativas de aliados bolsonaristas, que almejavam uma demonstração de força ainda maior para influenciar o Congresso Nacional.

    Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O inelegível abraçou a mãe e a irmã da manicure Débora Rodrigues que pichou “Perdeu, Mané” na estátua em frente ao Supremo, utilizando o gesto como símbolo de sua campanha pela anistia.

    Débora ficou presa por dois anos e é ré, acusada de tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro qualificou quem a condenou como um “psicopata“, ao afirmar: “Não tenho adjetivo para qualificar quem condena uma mãe de dois filhos a uma pena não tão absurda por um crime que ela não cometeu. Só um psicopata para falar que aquilo que aconteceu no dia 8 de janeiro foi uma tentativa armada de golpe“, disse.

    Na sequência, Bolsonaro tentou falar em inglês, “para o mundo“, argumentando sobre o STF ter condenado um “pipoqueiro e um sorveteiro” neste domingo. As ferramentas de Inteligência Artificial não conseguiram realizar a transcrição deste trecho de sua fala.

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    Em seu discurso, Bolsonaro alegou perseguição política, criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sugeriu a necessidade de “ajuda internacional” e um TSEisento” para as eleições de 2026. Essas falas reforçam sua estratégia de manter relevância política enquanto enfrenta processos judiciais, incluindo sua condição de réu no STF por suspeita de tentativa de golpe de estado em 2022.

    O ex-presidente acusou os ministros das Cortes superiores de Justiça do Brasil de serem os reais golpistas, por terem anulado sentenças do hoje Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, anulou todas as condenações de Lula proferidas pela Justiça Federal do Paraná, que incluíam os casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula (relativos à sede e doações).

    A decisão foi baseada na incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, então comandada pelo hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR), para julgar esses processos, pois os fatos imputados ao estadista não tinham relação direta e exclusiva com desvios na Petrobras, foco principal da operação do ex-juiz.

    O evento da Paulista neste domingo foi uma resposta à fragilidade política de Bolsonaro após se tornar réu no STF em março de 2025, acusado de conspirar contra o resultado das eleições de 2022. A manifestação ocorre uma semana após um ato da esquerda na mesma Paulista, em 30 de março, que reuniu 6,6 mil pessoas contra a anistia e pela prisão de golpistas.

    O contraste entre os públicos evidencia a maior capacidade de mobilização da direita, mas também a persistente polarização no país, mas a narrativa bolsonarista é vitimização e a pauta da anistia é uma manobra para proteger aliados e o próprio ex-presidente de consequências legais.

    O ato, embora bem-sucedido em termos de público, não garante pressão suficiente para aprovar a anistia no Congresso, onde o projeto de lei defendido pelo PL segue sem previsão de votação. A estratégia de Bolsonaro depende de manter sua base mobilizada, mas enfrenta resistência do Judiciário e da opinião pública progressista, que vê na anistia uma ameaça à democracia.

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