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Prisão de Bolsonaro: PGR finaliza parecer e condenação no STF pode sair após documento a ser entregue até segunda (14)

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    O ministro
    O ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet – foto de Marcelo Camargo – Agência Brasil – Ao fundo, o ex-presidente Jair Bolsonaro


    Paulo Gonet conclui argumentação contra o ex-presidente acusado de liderar uma trama golpista, com julgamento previsto

    RESUMO <<procurador-geral da República, Paulo Gonet, finalizou o parecer que pede a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, com entrega ao Supremo Tribunal Federal (STF) prevista até 14 de julho de 2025. O documento acusa Bolsonaro e aliados de articularem um plano para impedir a posse de Lula após as eleições de 2022, podendo resultar em penas de até 30 anos de prisão. O julgamento, sob relatoria de Alexandre de Moraes, é aguardado entre agosto e setembro, em um processo que marca a história política brasileira>>



    Brasília, 11 de julho de 2025

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, finalizou um parecer pedindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por uma suposta tentativa de golpe de Estado.

    O documento, que deve ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) até a próxima segunda-feira (14/jul), aponta Bolsonaro como o líder de uma organização criminosa que planejou subverter a democracia para mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.

    O parecer de Gonet é o desfecho de uma investigação que começou após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Bolsonaro e seu “núcleo crucial” – composto por sete aliados, incluindo ex-ministros e militares como Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem – articularam um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

    Entre as provas, estão a minuta de um decreto golpista, reuniões com comandantes das Forças Armadas e até um suposto plano, chamado “Punhal Verde Amarelo”, que incluía o assassinato de Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

    Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar penas que, somadas, chegam a 30 anos de prisão. Com a entrega do parecer da PGR, o processo entra na fase de alegações finais.

    Após a apresentação de Gonet, a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso, terá 15 dias para se manifestar. Em seguida, as demais defesas, incluindo a de Bolsonaro, também apresentarão seus argumentos.

    O prazo para conclusão das alegações é 11 de agosto, e o julgamento final está previsto para ocorrer entre agosto e setembro. O processo é considerado histórico, pois é a primeira vez que um ex-presidente eleito do Brasil enfrenta julgamento por crimes contra a ordem democrática.

    A Primeira Turma do STF, composta por Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, decidirá sobre a condenação dos réus, que, com penas superiores a 8 anos de prisão, levam ao regime fechado. Contudo, prisões só serão efetivadas após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

    As defesas dos acusados, incluindo a de Bolsonaro, negam as acusações. O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente, alega que não há provas concretas contra seu cliente e reclama de cerceamento de defesa.

    As defesas de outros réus, como a do general Paulo Sérgio Nogueira, sustentam que eles agiram para evitar uma “ruptura” e não participaram de qualquer plano golpista. Apesar dessas alegações, a PGR insiste que as provas, como mensagens, documentos e a delação de Mauro Cid, confirmam a existência de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro.

    O julgamento ganhou ainda mais relevância com as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. As tarifas impostas por Trump foram interpretadas por jornais como uma tentativa de interferir no processo judicial brasileiro, mas a PGR reafirmou sua determinação em seguir com a acusação.

    Nos bastidores do STF, há preocupação com o impacto político do caso, especialmente porque Bolsonaro está inelegível até 2030, mas mantém forte influência no cenário político. Uma condenação pode consolidar o cerco jurídico ao ex-presidente, mas também polarizar ainda mais o país.

    O processo não é apenas sobre Jair Bolsonaro, mas sobre a defesa da democracia brasileira. Os eventos de 8 de janeiro e as acusações de tentativa de golpe expõem a fragilidade das instituições diante de movimentos autoritários.

    O ministro Luiz Fux afirmou que “não se pode dizer que não aconteceu nada”. O julgamento no STF será um marco, definindo como o Brasil lida com ameaças à sua ordem democrática.



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    1 comentário em “Prisão de Bolsonaro: PGR finaliza parecer e condenação no STF pode sair após documento a ser entregue até segunda (14)”

    1. MariaAntonia werlang

      A Democracia deve ser preservada e as instituições respeitadas O STF deverá se fazer respeitar e a nossa Constituição ser apl8cada aos golpistas para que não tentem novamente

    Os comentários estão fechados.

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