atualizado às 21h32
Ex-presidente dá sinais de surto por medo da prisão, ao vivo, durante entrevista a jornalistas: “Eles não querem que o Brasil se consolide como uma nova Venezuela“ – ASSISTA e SAIBA MAIS
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a jornalistas, na quinta-feira (6/mar), na área de desembarque do aeroporto de Brasília, que os 37 acordos que o Governo Lula assinou com a China, em dezembro do ano passado, por ocasião da 19ª reunião do G20, que aconteceu no Rio de Janeiro, em dezembro de 2024, são uma forma do Brasil “entregar” suas riquezas para a China.
Segundo o inelegível até 2030, dentre os documentos há “um acordo de energia nuclear, material que a China não tem, mas agora a China vai ter em abundância, desse material, que se aplica a muitas áreas, não apenas energia, mas também agricultura, medicina e construção de bombas atômicas“.
Bolsonaro afirmou que passou este assunto “para a equipe do [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump. Segundo o candidato inconformado por ter sido derrotado em 2022 para o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA “têm uma preocupação com o Brasil. Não querem que o Brasil se consolide como uma nova Venezuela“. E acrescentou que “o problema do Brasil não será resolvido internamente; precisa do apoio de fora”.
O recorte do vídeo foi feito pelo cientista geopolítico e influenciador digital Vinicios Betiol, que, ao postar as imagens em sua conta na plataforma social de microblog X, escreveu: “Com medo da cadeia, Bolsonaro dá sinais de estar entrando em surto, afirma que o Brasil está fazendo parceria com a China pra CONSTRUÇÃO DE BOMBAS ATÔMICAS, diz que já avisou ao Donald Trump e pede intervenção estrangeira pra resolver o problema”.
ASSISTA AO TRECHO e saiba a VERDADE, a seguir:
Com medo da cadeia, Bolsonaro dá sinais de estar entrando em surto, afirma que o Brasil está fazendo parceria com a China pra CONSTRUÇÃO DE BOMBAS ATÔMICAS, diz que já avisou ao Donald Trump e pede intervenção estrangeira pra resolver o problema. pic.twitter.com/XIK3qC3i0M
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) March 8, 2025
Bolsonaro foi três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), por falsificação dos cartões de vacina contra Covid-19; por desvio das joias sauditas presenteadas para a Presidência da República, e, mais uma vez, agora, tendo sido recentemente denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por liderança de organização criminosa; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
Sobre a bomba nuclear, é mais uma dentre as várias mentiras que espalha para seus seguidores, como forma de manter o ódio e garantir a manutenção do eleitorado para a extrema direita. Apesar de o Brasil já ter possuído um programa secreto de desenvolvimento de armas nucleares nas décadas de 1970 e 1980, durante o regime militar, ele foi encerrado em 1990, cinco anos após a redemocratização, e o País foi considerado livre de armas de destruição em massa.
Atualmente, o Brasil recusa-se a possuir armas nucleares, conforme o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mas dispõe de muitas tecnologias necessárias para produzi-las. Algumas fontes internacionais dizem que o Brasil já possui tecnologia secreta para a produção de uma bomba atômica.
O ex-ministro e general Alberto Mendes Cardoso confirmou que o Brasil domina o conhecimento necessário para direcionar essa tecnologia à construção de uma bomba nuclear, sendo que o Exército Brasileiro, através do Instituto Militar de Engenharia, adquiriu tecnologia suficiente para isso. No entanto, ter essa tecnologia não significa que o Brasil pretenda produzir armas nucleares, pois isso violaria o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
MAS O QUE ACONTECEU em meio àqueles 37 acordos?
Lula e o presidente da China, Xi Jinping, assinaram, em 20 dezembro, 37 acordos de cooperação em mais de 15 temas, como agronegócio, intercâmbio educacional, cooperação tecnológica e investimentos em diversas áreas.
Sobre o tema abordado por Bolsonaro, o que ocorreu foi a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) no campo de aplicações pacíficas da energia nuclear. São signatários deste documento a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Corporação Nacional Nuclear da China (CNNC), conforme consta no portal Gov.BR, em publicação feita na ocasião.
Segundo o texto da publicação, a parceria é fruto do entendimento mútuo dos dois países com relação à energia nuclear com aplicação em…
➡️combate às mudanças climáticas globais,
➡️manutenção da diversidade do fornecimento de energia,
➡️melhoria da qualidade de vida e
➡️promoção do desenvolvimento sustentável no mundo.
A cooperação se concentrará no intercâmbio e na cooperação técnica envolvendo
➡️reatores nucleares avançados, de fusão e de pesquisa,
➡️ciclo do combustível nuclear, proteção ambiental nuclear e aplicação da tecnologia nuclear.
Além disso, poderão atuar em conjunto com o desenvolvimento de
➡️pequenos reatores modulares (SMR);
➡️projetos de construção, como na fabricação de equipamentos; e
➡️repositório de rejeitos radioativos.
Outra possibilidade de atuação é referente ao treinamento e intercâmbio de pessoal, com destaque para o desenvolvimento de talentos e gestão do conhecimento.
Durante a assinatura do MoU, destacaram-se os projetos estratégicos do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), do Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental (CENTENA) e do Laboratório de Fusão Nuclear (LFN), sob responsabilidade da CNEN no MCTI.
Na ocasião da publicação, em dezembro, a Comissão Nacional de Energia Nuclear do Brasil disse criaria, junto com a a Corporação Nacional Nuclear da China grupos de trabalho conjuntos, como um mecanismo de coordenação para promover a cooperação entre os dois países. A ideia era que ocorressem reuniões a cada três meses.
O documento assinado na época ainda previa que, a cada reunião de coordenação, deveria ser realizada a revisão dos trabalhos executados previamente planejados, com resoluções para os problemas ocorridos durante o trabalho da ocasião, elaborando-se um plano para o trabalho da próxima etapa.
O órgão brasileiro disse que a Corporação Nacional Nuclear da China é um fornecedor mundialmente reconhecido de soluções em energia nuclear, principalmente em
➡️pesquisa e desenvolvimento,
➡️construção,
➡️ciclo do combustível,
➡️aplicações de técnicas nucleares,
➡️proteção ambiental e
➡️engenharia nuclear.

A assinatura do documento aconteceu na sede da CNEN, no Rio de Janeiro | Foto: Douglas Troufa/CNEN











