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“Está claro que vai haver uma fuga coletiva e o próximo a fugir é Bolsonaro”, diz Correia pedindo tornozeleira

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    O deputado federal pediu ao STF que o ex-presidente “seja proibido de se ausentar de Brasília e de se aproximar das embaixadas” – SAIBA MAIS

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    Brasília, 13 de junho de 2025

    O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) publicou em suas redes sociais que acha que pode haver uma tentativa de fuga de figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), envolvidas em investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    A declaração sugere um plano de evasão coletiva de réus e alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar pediu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, para impedir que Bolsonaro deixe Brasília ou se aproxime de embaixadas.

    Correia escreveu que “a família de [Mauro] Cid já deixou o Brasil e está nos EUA“.

    Cid está na PF [Polícia federal] depondo sobre sua tentativa de obter um passaporte europeu. [O ex-ministro do Turismo] Gilson Machado acaba de ser preso por tentar emitir o passaporte para Cid“, prosseguiu o deputado.

    O petista lembra que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, “[o deputado federal] Eduardo Bolsonaro [(PL-SP) está] nos EUA conspirando“. Correia acrescenta o caso da homóloga Carla Zambelli (PL-SP), que está “prestes a ser presa depois de fugir para a Itália“.

    Por conta de tudo isso, o parlamentar governista deduz que “está CLARO que vai haver uma fuga coletiva e o próximo a fugir é Jair Messias Bolsonaro“.

    Ele diz ainda que já pediu “ao STF [Supremo Tribunal Federal] que Bolsonaroseja proibido de se ausentar de Brasília e de se aproximar das embaixadas“, além de acrescentar que também solicitou uma “tornozeleira eletrônica“, pois “as provas são inegáveis“.

    Por fim, Rogério Correia diz que é preciso “garantir que os réus estejam frente a frente com a justiça e enfrentem a consequência dos seus atos“.

    Cid é réu em uma ação penal no STF que investiga a tentativa de golpe de Estado pós-eleições de 2022, e sua situação tem sido amplamente noticiada. Ele firmou um acordo de delação premiada, fornecendo informações cruciais sobre o caso, o que o torna uma figura central nas investigações.

    O ex-ministro do Turismo Gilson Machado foi preso pela PF em Recife na manhã desta sexta-feira (13/jun), acusado de tentar obter um passaporte português para Mauro Cid.

    Segundo reportagens de O Globo, g1 e Estadão, a PF suspeita que Machado atuou em maio junto ao Consulado de Portugal em Recife para viabilizar o documento, o que foi interpretado como uma tentativa de obstruir a ação penal da trama golpista, na qual Cid é réu.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) autorizou a investigação, e o inquérito tramita no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

    Machado nega as acusações, alegando que contatou o consulado para renovar o passaporte de seu pai, Carlos Eduardo Machado Guimarães, e não para beneficiar Cid.

    Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde março, alegando perseguição pelo STF. Para Correia, Eduardo poderia estar articulando a saída de Jair Bolsonaro do Brasil.

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    Carla Zambelli supostamente fugiu para a Itália. Reportagens de O Globo e Folha de S.Paulo confirmam que o governo italiano informou não ter identificado o paradeiro de Zambelli, que teria chegado a Roma em 5 de junho, vinda de Miami, nos EUA.

    A PF investiga sua saída do Brasil e o STF analisa medidas contra ela, que é ré em processos na Corte, onde foi condenada a 10 anos de prisão e ao pagamento de multa milionária.

    As suspeitas de Correia sobre a fuga de Bolsonaro se baseiam nos movimentos de aliados próximos, como Cid, Machado, Eduardo Bolsonaro e Zambelli.

    Bolsonaro é réu na ação penal 2.668 no STF, que investiga a tentativa de golpe de Estado, e já enfrentou medidas cautelares, como a proibição de deixar o país.

    Em depoimento à PF, Bolsonaro negou envolvimento em planos golpistas, mas admitiu discussões sobre “possibilidades” constitucionais após as eleições de 2022.

    O deputado Rogério Correia relata ter solicitado ao STF medidas para restringir os movimentos de Bolsonaro.

    Em 18 de março, Correia já havia acionado a Corte com um pedido semelhante, citando a possibilidade do ex-presidente tentar refúgio em embaixadas, como fez em fevereiro de 2023 na Embaixada da Hungria.

    A PGR e a PF não confirmaram publicamente a existência de “provas inegáveis” de um plano de fuga de Bolsonaro, mas as investigações em curso sobre seus aliados reforçam a preocupação do parlamentar.

    Correia reforça a necessidade de responsabilização judicial dos investigados. A ação penal 2.668, que tramita no STF, está na fase de interrogatório dos réus, incluindo Bolsonaro e Cid, e apura a tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

    A PGR e a PF defendem a continuidade das investigações, com medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico, para esclarecer possíveis tentativas de obstrução da justiça.

    A tensão política em torno das investigações sobre a trama golpista e levanta preocupações sobre possíveis tentativas de fuga de figuras centrais, embora algumas alegações careçam de confirmação.

    Contudo, os episódios envolvendo Machado, Cid e Zambelli estão documentados em reportagens e reforçam a narrativa de possíveis manobras para evitar a justiça.

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