ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
```html ```
Avançar para o conteúdo

Bolsonaro foge de jornalistas com medo de ser preso: “Não dá pra conversar com vocês”

    Clickable caption
    Bolsonaro no
    Bolsonaro no Congresso Nacional | Foto: Wilton Junior Estadão


    Ex-presidente enfrenta pressão judicial e medidas cautelares que o proíbem de falar com a imprensa, sob risco de prisão preventiva, e não pode mais fazer discurso de vítima



    Brasília, 23 de julho de 2025

    Nesta quarta-feira (23/jul), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a sede do Partido Liberal (PL) em Brasília, onde passou o dia reunido com aliados, mas evitou qualquer diálogo com os jornalistas que o aguardavam.

    “Infelizmente, não posso conversar com vocês, okay?”, declarou Bolsonaro antes de entrar em seu carro, visivelmente apressado.

    A frase reflete o momento delicado que o ex-presidente vive, sob pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) e com medo de uma possível prisão preventiva devido ao descumprimento de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Bolsonaro enfrenta um processo no STF por acusações graves, incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

    Desde o dia 18 de julho, ele está submetido a restrições judiciais severas, como o uso de uma tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 6h) e integral nos fins de semana, proibição de contato com autoridades estrangeiras ou outros investigados, e, principalmente, a proibição de usar redes sociais, seja diretamente ou por terceiros.

    Essas medidas foram impostas após a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontarem indícios de que Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), estariam tentando obstruir as investigações, inclusive buscando apoio internacional para pressionar autoridades brasileiras.

    Na segunda-feira (21/jul), Bolsonaro causou polêmica ao falar com jornalistas após uma reunião no Congresso Nacional.

    Durante a interação, ele exibiu a tornozeleira eletrônica, chamando-a de “símbolo da máxima humilhação”, e suas declarações foram gravadas e publicadas nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro.

    Esse ato foi interpretado pelo STF como uma possível violação das medidas cautelares, que proíbem expressamente a veiculação de vídeos, áudios ou entrevistas em plataformas digitais, mesmo que por terceiros.

    O ministro Alexandre de Moraes deu à defesa do ex-presidente 24 horas para explicar o ocorrido, sob pena de prisão preventiva, conforme previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal.

    A defesa de Bolsonaro, representada pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno, respondeu ao STF na terça-feira (22/jul), negando qualquer descumprimento.

    Eles argumentaram que o ex-presidente não postou nada nas redes sociais, não acessou suas contas e não pediu que terceiros o fizessem. Além disso, pediram esclarecimentos sobre o alcance da proibição, questionando se ela inclui entrevistas à imprensa que possam ser reproduzidas online.

    O caso gerou reações intensas de ambos os lados do espectro político.

    Parlamentares de esquerda, como a deputada Erika Hilton (Psol-SP), celebraram as medidas judiciais e sugeriram que a prisão de Bolsonaro está próxima, enquanto aliados do ex-presidente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), denunciaram o que chamam de “perseguição política”.

    Nikolas comparou as restrições impostas a Bolsonaro com a prisão de Lula em 2018, destacando que o ex-presidente petista pôde dar entrevistas mesmo estando preso, algo que Bolsonaro está proibido de fazer.

    Segundo usuários das redes sociais, Bolsonaro estaria em pânico com a possibilidade de prisão, com alguns da esquerda pedindo sua detenção imediata e outros, apoiadores do ex-presidente, alegando que ele é um “preso político”.

    Há até especulações, não confirmadas, de que Bolsonaro poderia tentar fugir do país, embora ele tenha negado essas intenções em entrevistas anteriores.

    O caso também ganhou contornos internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando a “perseguição” contra Bolsonaro, e o senador americano Marco Rubio revogou o visto de Alexandre de Moraes para entrar nos EUA.

    Essas ações foram vistas pelo governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como uma tentativa de intimidação. Lula respondeu em nota oficial, afirmando que “nenhum tipo de ameaça comprometerá a defesa do Estado Democrático de Direito”.

    Com o julgamento por tentativa de golpe previsto para o final de agosto ou início de setembro, Bolsonaro enfrenta um cenário de crescente pressão. A possibilidade de prisão preventiva paira como uma sombra, especialmente se Moraes considerar que as medidas cautelares foram desrespeitadas.

    A imprensa internacional, como os jornais The Guardian e El País, destacou o risco de fuga, lembrando que Bolsonaro passou duas noites na embaixada da Hungria em 2022, após a apreensão de seu passaporte.

    Enquanto isso, Bolsonaro mantém o discurso de vítima, negando as acusações e afirmando ser alvo de injustiça. Em entrevistas anteriores, ele chegou a dizer que a prisão seria “o fim da sua vida” aos 70 anos, mas negou planos de fuga.

    No entanto, sua cautela ao evitar jornalistas nesta quarta-feira mostra o peso das restrições judiciais e o temor de novas consequências.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    文

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading