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Bolsonaro, em ‘silêncio obsequioso’, teme cassação, crimes de seguidores, prisão de Queiroz e inquérito de Flávio, diz Merval

    UM Opinião – Em seu artigo intitulado ‘Equilíbrio artificial’ publicado hoje, terça-feira (7), em sua coluna no Globo, Merval Pereira diz que “Bolsonaro trocou sua peculiar arrogância por um silêncio obsequioso” por conta de preocupações que o fazem temer a cassação de sua chapa no TSE, o inquérito de seu filho Flávio no Rio de Janeiro, além da prisão de Queiroz bem como a de alguns de seus seguidores por prática de crimes em defesa de seu ‘mito’.

    À medida que seguidores começaram a ser presos por ações criminosas e ameaças a autoridades, e seu grande amigo Fabricio Queiroz reapareceu graças à Polícia Federal, que o encontrou na casa do advogado Frederick Wassef, a arrogância de Bolsonaro começou a dar lugar a um silêncio obsequioso. O inquérito contra seu filho Flavio Bolsonaro no Ministério Público do Rio de Janeiro segue, e voltará para a primeira instância em agosto, quando o STF reafirmar a restrição ao foro privilegiado. Os do STF que o envolvem diretamente ou seus seguidores, também prosseguem, com provas sendo acumuladas. E o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem o poder de impugnar a chapa presidencial“, escreveu Merval

    Segundo o colunista, Mourão, seu vice, disse que Bolsonaro não governará se não fizer coalizão e se também não agradar seu núcleo duro – bancadas evangélica, da bala e do agronegócio. O presidente “tentou governar pelas redes sociais, encurralando seus adversários, mas só conseguiu acirrar os ânimos com o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), e o Legislativo“, escreveu Pereira acrescentando que ele se isolou politicamente ao promover “manifestações antidemocráticas” e tentar “criar um clima golpista que amedrontasse os demais Poderes“.

    O que Bolsonaro conseguiu, de acordo com Merval, foi revelar que “seus radicais não estavam com essa força toda, nem as Forças Armadas estavam dispostas a bancar sua aventura totalitária“.

    Além disso, o vai e vem nos Ministérios da Educação e da Saúde desagradaram olavistas e militares por questões ideológocas. “Estamos em plena pandemia sem ministro efetivo, com conhecimento de causa, há mais de mês“, diz o colunista do Globo.

    Vai ser difícil para ele se equilibrar entre o seu verdadeiro eu, que é radical e completamente sem controle, e o moderado, que negocia com os poderes, impossível de dar certo de tão artificial“, pontua Merval.

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