Conclusão do jornalista se dá após a notícia de que “as operações de busca e apreensão da Polícia Federal foram às 6 da manhã“
“As operações de busca e apreensão da PF são as 6 da manhã. E Bolsonaro e os filhos saem para pescar às 5. Evidente que jogaram provas no mar”, opina o jornalista Luis Nassif, em sua conta oficial da plataforma de microblogging ‘X’.
Segundo notícias, há suspeita do vazamento de informação sobre a operação deflagrada nesta segunda-feira (29/1), contra o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que participou com todos os seus irmãos políticos, bem como seu pai, de uma live, na noite de domingo (28/1).
Estavam presentes o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o vereador e o ex-presidente.
Segundo uma matéria do jornalista Leonardo Sakamoto, uma “profecia” de Jair Bolsonaro (PL), que vem sendo divulgada em suas redes e aplicativos de mensagens desde o dia 21 de janeiro, reforça a suspeita de que o ex-presidente e sua família sabiam sobre as operações da Polícia Federal que investigam espionagem em seu governo.
Por conta disso, cresce a desconfiança no governo sobre o atual número 2 da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alessandro Moretti.
Carluxo é o principal nome da operação que apura quais foram os beneficiários de espionagem ilegal conduzida na Abin durante o governo de seu pai.
A Polícia Federal também tenta descobrir se o governo Bolsonaro grampeou as comunicações e investigou a vida financeira de desafetos, produzindo dossiês para o uso do ex-presidente e seus aliados.
Carlos foi apontado na época da CPMI das Fake News como o chefe de um Gabinete do Ódio nas dependências do Palácio do Planalto, com pessoas pagas pelo erário para atacar adversários políticos, partidos, juízes, jornalistas.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-faz tudo de Jair, reforçou essa acusação em sua delação premiada.
No dia 21 de janeiro, em uma mensagem a grupos de Telegram, Bolsonaro postou que “as próximas semanas serão decisivas” e que “vivemos momentos difíceis“. A mesma mensagem foi replicada a seus seguidores em outras plataformas, como no X/Twitter, no dia 24 – véspera da operação que teve Ramagem como alvo principal.

Fontes no Palácio do Planalto apontaram que a operação vai ajudar a entender a que informações privilegiadas e ilegais o ex-presidente continua tendo acesso. Ou seja, a questão não é “se” há vazamento, mas “o que se vaza” e como isso ocorre.
A desconfiança é sobre alguns servidores na Agência Brasileira de Inteligência que seguiriam fiéis ao governo passado. Outra fonte no Ministério da Justiça defendeu à coluna que Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Abin, não é apenas bolsonarista, mas nome de confiança deles.Continua após a publicidade
Em meio às operações sobre a arapongagem em seu governo, Jair Bolsonaro realizou, neste domingo (28), uma live com Carlos, além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre os seus alvos, o Tribunal Superior Eleitoral, o Supremo Tribunal Federal, Lula e seu governo e a Polícia Federal.
A transmissão foi feita a partir de uma das casas do ex-presidente, em Angra dois Reis (RJ). Quando a PF apareceu no local, nesta manhã para cumprir os mandados de busca e apreensão contra Carlos, todos haviam ido embora de lancha e a casa estava vazia. Voltaram somente horas depois e o vereador teve um celular apreendido.
