O Teólogo disse o que disse ao parabenizar o juiz de Direito do TJ-RJ, Rubens Casara, por seu novo livro ‘Construção do Idiota – o processo de idiosubjetivação‘ – O jurista também é autor de ‘Bolsonaro: o mito e o sintoma‘
Ao parabenizar Rubens RR Casara pelo livro ‘Construção do Idiota – o processo de idiosubjetivação‘, o teólogo Leonardo Boff afirmou, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem contudo citá-lo nominalmente, que “o título define a maioria daqueles que se alinham ao Grande Idiota que quis desmontar o país e reconduzi-lo ao mundo das cavernas.
O autor não é ninguém menos do que o juiz de Direito do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), autor de outra obra: ‘Bolsonaro: o mito e o sintoma‘, que, pelo título, dispensa explicações sobre seu conteúdo.
Casara, que também tem mais obras sobre temas do sistema jurídico e da justiça social, aproveitou o momento vergonhoso em que bolsonaristas disseminam fake news nas redes sociais, sobre as ações do Governo Lula no Rio Grande do Sul, para apresentar, na plataforma social de microblogging ‘X‘, seu novo livro, que se relaciona com o tema.
O jurista citou um vídeo “em que um sujeito afirma que a China é a responsável por produzir artificialmente a chuva que atingiu o RS“, e tomou a fake news como “um exemplo que confirma algumas das teses desenvolvidas” em seu novo livro.
Ele postou, orgulhoso, imagens da edição de ‘Construção do Idiota – o processo de idiosubjetivação‘, Boff leu, parabenizou-o e se referiu a Bolsonaro como ‘Grande Idiota‘.
Veja a seguir:
Parabéns pelo livro.O título define a maioria daqueles que se alinham ao Grande Idiota que quis desmontar o país e reconduzi-lo ao mundo das cavernas.
— Leonardo Boff (@LeonardoBoff) May 11, 2024
Em ‘Bolsonaro: o mito e o sintoma‘, de 2020, logo no primeiro capítulo, Casara escreve: “Os discursos de ódio, a dificuldade de interpretar um texto, o desaparecimento das metáforas, a incapacidade de perceber os deslocamentos de sentido, a incompreensão das ironias, a divulgação de notícias falsas (ou manipuladas) e a desconsideração dos valores democráticos são fenômenos que podem ser explicados a partir de uma causa: o empobrecimento subjetivo. Empobrecimento que se dá na linguagem. A linguagem, aliás, que sempre antecipa sentidos.
Assim, uma linguagem empobrecida antecipa sentidos empobrecidos e estruturalmente violentos, pois se fecham à alteridade, às nuances e à negatividade que é constitutiva do mundo e se faz presente em toda percepção da complexidade. Sentidos empobrecidos que, como se verá, não se prestam à reflexão e que são funcionais à manutenção das coisas como estão. A linguagem empobrecida é o resultado do que se tem chamado de “racionalidade neoliberal”, um modo de ver e atuar no mundo que transforma (e trata) a tudo e a todos como mercadorias, como objetos que podem ser negociados e/ou descartados.
A racionalidade neoliberal adota o modelo de funcionamento da “empresa” para todas as relações sociais e adere à lógica da concorrência que faz do “outro” um concorrente e/ou inimigo. As decisões no mundo-da-vida são tomadas a partir de cálculos de interesse que visam apenas lucros e vantagens pessoais”.
