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Bolsonaro é leniente com corrupção na Secom; decisão de manter chefe no cargo é a prova disso


    Deputados acusam Bolsonaro de ser leniente com a corrupção por sua decisão de manter chefe da Secom no cargo.

    Vários deputados da Bancada do PT na Câmara criticaram pelo Twitter, nesta quinta-feira (16), a decisão do presidente Jair Bolsonaro de manter no cargo o Secretário de Comunicação da Presidência da República (SECOM), Fabio Wajngarten, que recebeu dinheiro de emissoras e agências contratadas pelo governo Bolsonaro por meio de uma empresa de marketing do qual é sócio. A denúncia foi feita nesta quarta-feira (15) pela Folha de S. Paulo.

    A legislação brasileira é clara ao proibir agentes públicos de manterem relação comerciais com empresas que possam ser afetadas por suas decisões dentro do governo.

    O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), repudiou a omissão de Bolsonaro.

    “Não esperem de um chefe de milícia alguma atitude séria para combater corrupção. Não haverá. Jamais! Estamos retrocedendo dois séculos em transparência, impessoalidade e outros princípios republicanos. Demitir chefe da Secom flagrado em crime? Só por força judicial”, afirmou.

    Já o deputado Enio Verri (PT-PR), que assume a liderança da Bancada do PT na Câmara no início de fevereiro, destacou que o presidente Bolsonaro tem o dever de dar satisfação à sociedade.

    Caso contrário, ressaltou o parlamentar, as instituições do País passam a ter responsabilidade em investigar e punir o chefe da Secom.

    “Bolsonaro e parte da imprensa brasileira devem satisfações à sociedade. Caso não deem, passa aos órgãos de fiscalização e controle a obrigação de cobrar explicações, investigar e aplicar as sanções à escandalosa corrupção na Comunicação institucional do Palácio do Planalto”, argumentou.

    A leniência de Bolsonaro com membros do governo envolvidos em casos de corrupção foi apontada pela deputada Erika Kokay (PT-DF).

    “Desde que chegou ao Planalto, Bolsonaro usa o cargo de presidente para se defender e defender a familícia. Queiroz, laranjal, assassinato de Marielle. Bolsonaro, agora, defende Fabio Wajngarten, chefe da SECOM, envolvido em gravíssimo conflito de interesses”, denunciou Erika.

    O deputado Odair Cunha (PT-MG) também criticou o evidente conflito de interesses do caso. “E Bolsonaro vai mantê-lo no cargo. Absurdo!”.

    Já o deputado Rui Falcão (PT-SP) cobrou a demissão do chefe da Secom. “E aí, Bolsonaro? Não vai demitir o chefe da Secom, que recebe grana de empresas contratadas pelo governo?”.

    As promessas de de Jair Bolsonaro em relação a possíveis escândalos envolvendo seus auxiliares no governo foram lembradas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Lopes postou fala de Bolsonaro em 2018 dizendo que “ministros com acusações contundentes deverão deixar governo”. Agora, “Bolsonaro defende chefe da Secom, acusado de corrupção, e diz que vai mantê-lo no cargo”, completou Lopes.

    A deputada Margarida Salomão (PT-MG) explicou como funciona o esquema. Segundo ela, “o governo contrata as agências, e essas, por sua vez, contratam como ‘terceirizadas’ as empresas de Wajngarten”.

    De acordo com a parlamentar, “o governo paga numa ponta e o dinheiro cai para Wajngarten, na outra. Para seguir tocando a empresa informalmente, Wajngarten nomeou em sua secretaria o irmão do sócio que toca as empresas”, detalhou a petista.

    Por sua vez, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) destacou como os escândalos envolvendo Bolsonaro demonstram a falsidade do discurso feito por ele durante a campanha eleitoral. “Como nos diversos casos anteriores, envolvendo assessores, familiares e aliados, o capitão de milícias esquece o discurso tosco sobre corrupção e imoralidade. Pois sabe ser ele, e os seus, o exemplo clássico de imorais e corruptos”, escreveu o parlamentar paulista.

    Também se manifestaram no Twitter criticando a decisão de Bolsonaro e exigindo a investigação do caso os deputados petistas Paulão (AL), Paulo Teixeira (SP) e Alexandre Padilha (SP).

    “Se foi ilegal, a gente vê lá na frente”, disse Bolsonaro

    via PT na Câmara

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