FOTO: Bolsonaro e Pedro Guimarães no evento Nação Caixa, no hotel Royal Tulip, em 2019 – Pedro Ladeira-10.mai.2019/Folhapress
“É tão superior aos demais competidores, paira tão acima em patifarias e vilezas que não pode participar da disputa. É o cafajeste-geral da república”, escreve a jornalista e escritora
“No campeonato de cafajestice deste governo, Bolsonaro é hors concours. É tão superior aos demais competidores, paira tão acima em patifarias e vilezas que não pode participar da disputa. É o cafajeste-geral da república“, escreve a jornalista e escritora Cristina Serra, na Folha de S. Paulo.
“Eis que aparece mais um forte concorrente ao título de cafajeste-mor. Trata-se de Pedro Guimarães“, diz após a jornalista lembrar que há um ano classificou assim o ministro da economia Paulo Guedes, devido ao trato com assuntos da pandemia.
Sobre o “cafajeste” derrubado da presidência da Caixa por assédio sexual, Serra diz que “os relatos das mulheres assediadas traçam o retrato de um abusador. Também surgem denúncias de assédio moral contra um conjunto ainda maior de funcionários“.
“Guimarães não é um bolsonarista qualquer“, afirma Serra, prevenindo o leitor do que virá em sua revelação:
“Em novembro de 2018, na fase de montagem do governo, a jornalista Julia Duailibi, em seu blog no G1, revelou quem é o sujeito“, diz.
“Ela contou que, em 2017, Guimarães, na época sócio de um banco privado, levara Bolsonaro para um giro com investidores, nos Estados Unidos. Quando pouca gente apostava em um deputado medíocre, o banqueiro comprou a ação na baixa e soube a hora de realizar os lucros“.
“Importante saber também que Guimarães é genro de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, cuja delação premiada, em 2017, fora crucial para a condenação de Lula na Lava Jato“, lembra a jornalista.
“Em 2021, Pinheiro recuou das acusações, quando Lula já havia cumprido pena. Libertado e inocentado pelo STF, o petista está à frente na corrida presidencial. O mundo dá voltas“, observa Cristina Serra.
“As denúncias de agora indicam que o assédio na Caixa era antigo e disseminado. Um criminoso não age impunemente, por tanto tempo, sem acobertamento e sem cúmplices. Na república dos cafajestes, não se ouviu uma única palavra de condenação clara e contundente ao comportamento do assediador serial“, pontua a jornalista.
