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Bolsonaro e extrema-direita dos EUA tramam contra o judiciário brasileiro, diz Gleisi Hoffmann

    Bolsonaro e extrema-direita dos EUA tramam contra o judiciário brasileiro, diz Gleisi Hoffmann


    TRUMP, MARCO RUBIO, BOLSONARO e ALEXANDRE DE MORAES – Montagem


    Ministra das Relações Institucionais comenta as ameaças com sanções a Alexandre de Moraes feitas pelo secretário de Estado dos EUA nesta quarta-feira (21/mai) – SAIBA MAIS

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    Brasília, 21 de maio de 2025

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), condenou veementemente o que chamou de “conspiração vergonhosa” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com setores da extrema-direita dos Estados Unidos, que buscam interferir no Judiciário brasileiro.

    Em postagem no X, a ministra de Estado do governo do Presidente, da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a ameaça do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluindo bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA.

    Segundo a petista, a ofensiva reflete o desespero de Bolsonaro frente ao avanço das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2023, reforçando que “promover a justiça e defender a democracia são prerrogativas de um país soberano”.

    A ameaça de Rubio foi feita em resposta a questionamentos do deputado Cory Mills, que se reuniu recentemente com Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, e outros aliados bolsonaristas nos EUA.

    Eduardo tem intensificado esforços em Washington, articulando com figuras como o influenciador Paulo Figueiredo, denunciado por envolvimento na trama golpista, para pressionar por sanções contra Moraes.

    A estratégia inclui a tentativa de enquadrar o ministro na Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos, e até um processo no Departamento de Justiça americano, alegando suposta censura e perseguição política.

    Bolsonaristas radicados nos EUA, como Allan dos Santos e a ex-juíza Ludmila Lins Grilo, também participam da ofensiva, promovendo narrativas de que o Brasil vive uma “ditadura” sob Moraes.

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    Eles têm se reunido com congressistas republicanos e think tanks conservadores, como o Cato Institute, para emplacar a ideia de que o STF viola liberdades, inspirando-se em táticas de exilados cubanos e venezuelanos.

    Apesar disso, especialistas como Paulo Lugon, da Aliança Brazil Office, afirmam que ações contra Moraes nos EUA são juridicamente inviáveis e representam uma afronta à soberania brasileira, visando apenas pressão política.

    A investida ganhou força após a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro e 33 aliados por tentativa de golpe, com Eduardo buscando apoio de figuras próximas a Donald Trump, como Elon Musk e Jason Miller.

    A retórica bolsonarista, que compara as investigações no Brasil ao “lawfare” sofrido por Trump, tem sido amplificada em eventos como a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), mas enfrenta resistência de democratas americanos, que veem paralelos entre os atos de 8 de janeiro no Brasil e a invasão do Capitólio em 2021.

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