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“Bolsonaro é covarde e vai fugir. Prendam logo”, adverte escritor ao lembrar histórico de defesa a golpistas

    Antonio Prata recapitula toda a história de vida pública do defensor declarado da ditadura e questiona, ironicamente: “o que vocês imaginam que essa flor de ser humano iria fazer ao perder as eleições?”

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    Em seu artigo Bolsonaro, golpista?! Não diga!, publicado no jornal Folha de S. Paulo, o escritor e roteirista Antonio Prata diz, logo de cara: “Tente imaginar se um sujeito que homenageou a ditadura militar tentaria ou não um golpe de estado“.

    Prata classifica como “história doida” as passagens polêmicas da vida pública do inelegível até 2030 e indiciado pela PF (Polícia Federal), que aguarda na fila da Procuradoria-Geral da República, o endosso de Paulo Gonet em documento que pode denunciá-lo por tentativa de golpe de Estado e atirá-lo ao julgamento dos ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

    O escritor relembra do “capitão do exército, insatisfeito com o salário“, que montou “um plano para explodir quartéis e o fornecimento de água de uma das maiores cidades do país“, mas, “apesar disso” o “Exército –essa instituição que se diz tão ciosa da ordem e da disciplina” absolveu “o terrorista“, que foi “colocado na reserva“, onde continuou “a receber seu salário“.

    Mais tarde, diz Prata, “o cara concorre a vereador pelo RJ. É eleito. Depois vira deputado federal“, em cujos cargos públicos passou “a vida toda dando entrevistas elogiando a ditadura militar“. O escritor lembra as falas em defesa dos militares e milicianos, que não merecem ser reproduzidas aqui, e diz que sua “doença hereditária” contaminou seus filhos, especialmente um deles.

    Na sequência, após outras lembranças carregadas de negatividade, o escritor lembra que Bolsonaro chegou a simular uma cusparada em um busto que homenageava Rubens Paiva, na Câmara dos Deputados, em 2014, diante de toda a família da vítima da ditadura, filhos e viúva. E que dois anos depois, no golpe disfarçado de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff (PT), dedicou seu voto ao torturador dela e de muitos outros, “o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra“, a quem atribuiu “o pavor” da petista nos porões militares.

    Agora, imagina esse sujeito se candidatar a presidente do Brasil. Daí, imagina ele ganhar. Imagina ele enchendo o governo de militares. Imagina ele passando quatro anos falando que as eleições são fraudadas. Imagina que nos setes de setembro ele faça comícios antidemocráticos e bote uns tanques fumacentos para desfilar por Brasília. Imagina que ele diga que só sai do poder preso ou morto“, escreve Prata.

    Pois, tendo imaginado isso tudo, o que vocês imaginam que essa flor de ser humano iria fazer ao perder as eleições? A) Passar a faixa democraticamente ao vencedor? B) Mexer mundos e fundos para dar um golpe de estado e fugir pra Disney? Se as questões da Fuvest fossem tão fáceis, teríamos 100% da população brasileira cursando universidade a partir de janeiro de 2025“, argumenta, antes de finalizar: “PS.: Bolsonaro é covarde e obviamente vai fugir. Prendam logo”.

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