Ex-presidente não gostou de ter sua condição política exposta e, ao ser perguntado sobre os nomes de Eduardo Bolsonaro ou o de Tarcísio de Freitas para substitui-lo em 2026, Bolsonaro disse à jornalista: “Não, eu vou indicar você” – ASSISTA
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O influenciador digital e cientista geopolítico Vinicios Betiol fez um recorte de uma entrevista concedida na sexta-feira (6/12) por Jair Bolsonaro (PL) à apresentadora da Rádio Gaúcha, Andressa Xavier, e postou as imagens na tarde de domingo (8/12).
No trecho compartilhado em seu perfil na plataforma de microblog X, Betiol disse que Bolsonaro estava “mentindo” quando afirmou à apresentadora que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria se encontrado com traficantes no morro do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro.
Para o cientista geopolítico, o ex-presidente ficou irritado quando Andressa Xavier usou o termo “inelegível” para lembrar Bolsonaro de sua situação política, a fim de questioná-lo sobre outro nome a ser apoiado por ele na eleição presidencial de 2026.
Segundo Betiol, “Bolsonaro entrou em surto ao ouvir da jornalista que ele está inelegível e atacou a honra do presidente, MENTINDO QUE O LULA SE REUNIU COM TRAFICANTES“. O influenciador digital lembra “que há algumas semanas o PT processou a Jojo Todynho por contar mentiras sobre o partido“.
“Desta vez“, diz Betiol, “o Bolsonaro foi além e pode ser processado NA ESFERA CRIMINAL“. Na sequência, o influenciador pede o apoio de seus seguidores para “dar ao inelegível a punição merecida” e marca, na rede social, os nomes da Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann e do AGU (Agvogado Geral da União), Jorge Messias, responsável por representar a União judicial e extrajudicialmente, além de prestar consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo.
No vídeo a seguir, é possível ver a imagem de três jornalistas, dentre elas a apresentadora da Rádio Gaúcha, Andressa Xavier. O ex-presidente diz: “Vou perguntar pro povo: o Brasil tá melhor agora ou tava melhor comigo lá trás? Como é que está o preço dos mantimentos aí, no supermercado? Como é que tá a picanha pros pobres?“
Bolsonaro foi interrompido por Andressa Xavier, que disse: “O senhor está inelegível, qual é a sua pretensão futura? Seu filho, concorrer…?”
E o ex-presidente responde que ele está “inelegível por um julgamento político“, o que também não é verdade.
A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o acusou de “abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho [de 2022]”, a menos de três meses do primeiro turno das eleições daquele ano, quando Bolsonaro atacou publicamente a Corte, tentando colocar dúvida quanto à segurança do processo de votação brasileiro (leia mais no final).
O ex-presidente afirmou à Rádio Gaúcha que o que ele fez foi apenas “se reunir com embaixadores” e acrescentou: “não fiz como o Lula que se reuniu com traficantes no morro do Alemão“.
A jornalista o interrompe e questiona: “O senhor espera reverter isso, de alguma forma?”
E Bolsonaro treplica: “Eu nem deveria ter sido condenado. Mas o TSE era parcial. Agora o TSE tá equilibrado, lá. Tudo pode acontecer. Não é por mim, não. Eu não tenho obsessão pelo poder“.
Bolsonaro foi perguntado por Andressa Xavier: “O senhor tem algum sucessor preferido para 2026?”
E o ex-presidente responde: “Não. Sou eu mesmo! Enquanto eu não morrer física ou politicamente, sou eu mesmo”
E a apresentadora insiste: “Mas se o senhor não puder ser candidato seu filho, Eduardo, seria o seu nome de preferência ou o governador de São Paulo?”.
Então Bolsonaro se irrita ainda mais e responde: “Não vou indicar a você, se não for eu“.
DENÚNCIA: em entrevista a uma rádio gaúcha, o Bolsonaro entrou em surto ao ouvir da jornalista que ele está inelegível e atacou a honra do presidente, MENTINDO QUE O LULA SE REUNIU COM TRAFICANTES. Vale lembrar que há algumas semanas o PT processou a Jojo Todynho por contar… pic.twitter.com/FrGdKRPohJ
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) December 8, 2024
Bolsonaro está inelegível até 2030 porque…
Ao proclamar o resultado declarando a “inelegibilidade” de Bolsonaro, o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, fez uma defesa firme da Justiça Eleitoral e do sistema eletrônico de votação, vigente no país desde 1996.
Segundo consta no portal do TSE, o magistrado, relator de todos os casos em que Bolsonaro foi indiciado, “advertiu contra as mentiras e a desinformação propagadas por indivíduos, grupos e ocupantes de cargos eletivos, com a finalidade de desacreditar, sem qualquer prova, a integridade das urnas eletrônicas, visando desestabilizar a própria democracia“.
No voto, Moraes ainda enfatizou que “houve desvio de finalidade na conduta de Bolsonaro ao defender uma pauta pessoal e eleitoral faltando três meses para a eleição“. O discurso, segundo o ministro, “instigou o seu eleitorado e outros eleitores indecisos contra o sistema eleitoral e contra as urnas eletrônicas“.
O ministro lembrou que, “independentemente do público que ali estava, a repercussão nas redes sociais era voltada especificamente a quem poderia votar no então candidato à reeleição“.
Para Moraes, “o desvio de finalidade foi patente, uma vez que a reunião como chefe de Estado serviu para autopromoção do candidato e para atacar o sistema eleitoral pelo qual ele mesmo foi eleito em 2018“.
“Não são opiniões possíveis, são mentiras fraudulentas”, enfatizou o ministro Alexandre de Moraes.
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