Aplicativo encontra-se fora do ar por ter ignorado pedidos de Alexandre de Moraes e fundador apresenta desculpas
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a decisão “dessa magnitude“, de Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar, na sexta-feira (18/3), meios para que provedores tirassem do ar o aplicativo de mensagens Telegram, é “inadmissível“. O atual ocupante do Palácio do Planalto argumentou que devido a Moraes “não conseguir atingir duas ou três pessoas ele atinge 70 milhões de pessoas, podendo, inclusive, causar óbitos no Brasil“, de acordo com transcrição do portal de notícias Congresso em Foco.
O Telegram está fora do ar, neste sábado (19/3), e muita gente ainda não sabe o que aconteceu. No Twitter, um usuário disse: “Foda é que o ‘John Telegram’ tá há anos dando perdido no [presidente da Rússia, Vladimir] Putin. Ele deve se perguntar quem é Alexandre de Moraes na fila do pão“. Mas a plataforma saiu do ar e, no caso do tuíte do perfil, ‘John Telegram‘ é Pavel Durov, o fundador do aplicativo, que também já se manifestou, ontem mesmo, sobre a decisão do ministro. Durov disse que vai nomear um representante do Telegram só para o Brasil e pediu que Moraes reconsidere a decisão de suspensão:
Dorov disse ainda que a plataforma cumpriu em fevereiro uma determinação para suspensão de perfis e que o Supremo utilizou um endereço eletrônico antigo para entrar em contato com a empresa.
Moraes tomou a decisão em atendimento à PF (Polícia Federal) no âmbito da investigação contra o blogueiro das fake news, Allan dos Santos, que teve bloqueadas, além de outros canais em redes sociais, também suas contas bancárias, o que o levou a recorrer ao STF para tentar reverter a ordem porque está sem dinheiro.
Ainda ontem, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, pediu que membros de sua pasta encontrem uma solução para restabelecer à população brasileira “o direito de usar a rede social que bem entenderem“, conforme transcrição do portal Agência Brasil. Nas redes sociais, Torres disse que “milhões de brasileiros estão sendo prejudicados repentinamente por uma decisão monocrática.
De acordo com o jornal O Globo, especialistas afirmam que, sem o Telegram, Bolsonaro sai perdendo em estratégia eleitoral, pois seu canal tem mais de 1 milhão de inscritos na plataforma considerada terreno mais fértil a campanhas de desinformação e discurso de ódio. O Telegram não conta com políticas rígidas de moderação e, por isso, bolsonaristas a utilizam para divulgar links de vídeos privados no YouTube, que só podem ser acessados com aquele endereço, para evitar que sejam removidos.

Parabéns para o STF , se precisa investigar, tem que parar tudo mesmo!
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