Ex-presidente mentiu nas redes sociais nesta segunda-feira (13/jan), mostra Vinicios Betiol: “Por que algum deputado não cria uma equipe jurídica pra colocar todo mundo que está espalhando fake news pra responder na justiça?“, questiona o cientista geopolítico – Secretário Especial da Receita Federal voltou a desmentir taxação da modalidade de pagamento e disse que a nova fiscalização reduz a chance de malha fina – ASSISTA E SAIBA MAIS:
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O cientista geopolítico e influenciador digital Vinicios Betiol postou um vídeo do ano de 2020, mostrando que o então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), nem sabia o que era Pix quando o sistema de pagamentos instantâneos foi criado pelo Banco Central do Brasil.
O influenciador digital comentou uma postagem feita pelo ex-presidente nesta segunda-feira (13/jan), na qual o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi chamado por Bolsonaro de “covarde” ao lidar “com os mais pobres“.
Na mensagem postada na plataforma social de microblog X, o ex-presidente inelegível até 2030 afirma que ele criou o Pix em “novembro/2020 para facilitar a vida de todos, em especial dos mais humildes que sequer tinham conta nos bancos“.
Na sequência, Bolsonaro diz que, ao ver “que o Pix movimenta, por dia, mais de R$ 100 bilhões, Lula da Silva determina [que] a Receita Federal ache uma forma de pegar parte desse dinheiro” e que “a Receita decidiu, então, que todo aquele que movimenta mais de R$ 5.000,00 por mês poderá ser monitorado, estando sujeito a ser tributado e/ou multado“.
O ex-presidente disse que categorias de trabalhadores, como “diaristas, camelôs, cabeleireiras, jardineiros, pedreiros, taxistas, palhaços de festa, ajuda a filhos/netos, vendedores de pipoca, etc, poderão ser obrigados a entregar parte de seu ganho para o Imposto de Renda“
E depois, puxou a brasa para sua sardinha ao afirmar que com ele “isso não existiria, afinal a nossa política foi a de impostos diminuídos ou zerados, como, por exemplo, combustíveis, energia elétrica, pneus de caminhões, placas fotovoltaicas, IOF, peças de tratores, alimentos, veleiros, etc..
“Junto à nossa bancada de deputados e senadores do PL, e de outros partidos, buscaremos medidas para derrubar essa desumana Instrução Normativa da Receita de Lula da Silva“, finalizou Bolsonaro.
Após a leitura da mensagem, Vinicios Betiol disse que “Bolsonaro está lá no perfil dele mentindo que ele criou o Pix e que o Lula criou a taxação“. Segundo o cientista geopolítico, “o Pix foi ideia do Banco Central na época do Temer. No dia do lançamento do Pix, o Bolsonaro pensou que Pix foi sobre aviação civil. Ele nem sabia o que era“, disse, mostrando um vídeo de referência:
Assista e leia mais depois:
O Bolsonaro está lá no perfil dele mentindo que ele criou o Pix e que o Lula criou a taxação. Primeiro que o Pix foi ideia do Banco Central na época do Temer. No dia do lançamento do Pix, o Bolsonaro pensou que Pix foi sobre aviação civil. Ele nem sabia o que era. Segundo que não… pic.twitter.com/hWhSh9Vu6h
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) January 13, 2025
Ainda de acordo com Vinicios Betiol, “não há taxação do Pix e a norma de que o Banco tem que passar movimentações acima de R$ 5 mil pra receita já existia, só que antes enviavam tudo acima de R$ 2 mil. A nova regra na verdade afrouxou o monitoramento, mas adicionou bancos digitais“, afirmou.
O influenciador digital lamentou a fake news: “Não é possível que a política seja feita na base da mentira“. E opinou sobre “políticos de mandato“, que estariam “pecando na parte jurídica“, questionando, na sequência: “Por que algum deputado não cria uma equipe jurídica pra colocar todo mundo que está espalhando Fake News pra responder na justiça?“
Nova fiscalização de Pix reduz chance de malha fina, diz Receita – Segundo secretário, trabalhador autônomo não será tributado
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O reforço na fiscalização do Pix reduzirá a chance de o trabalhador cair na malha fina, disse nesta segunda-feira (13) o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Em entrevista à Voz do Brasil, ele voltou a desmentir a onda de fake news sobre uma taxação das transferências eletrônicas e reiterou que o trabalhador autônomo não é o foco do monitoramento.
Segundo o secretário, a modernização na fiscalização das transações financeiras permitirá ao Fisco fornecer dados mais precisos na declaração pré-preenchida, que reduzirão a chance de erros e de divergências. “Todo mundo gosta da declaração pré-preenchida. Você chega lá e não tem trabalho nenhum. Porque os dados, por exemplo, de saldo, de conta bancária e de aplicação financeira já estão pré-preenchidos. E por que já estão pré-preenchidos? Exatamente. Porque as instituições financeiras prestam as informações para a Receita Federal”, afirmou.
Com a inclusão das fintechs (startups do setor financeiro), dos bancos digitais e das empresas de carteiras virtuais na prestação de informações, destacou o secretário, a declaração pré-preenchida será mais confiável. “Agora com as fintechs, com as instituições de pagamento também emprestando, a Receita Federal vai ter um dado mais sólido, mais correto. E isso diminui a chance de o trabalhador, o empresário, cair na malha fina da Receita Federal”, acrescentou Barreirinhas.
Para profissionais que recebem pagamentos por meio do Pix, reiterou o secretário, nada mudará. Até porque essas pessoas são fiscalizadas há mais de 20 anos. “Nada muda, porque a Receita Federal já recebia as informações de qualquer tipo de movimentação, inclusive de Pix, das instituições financeiras tradicionais. Se a pessoa nunca teve problema nos últimos 20 anos, não tem razão para ela ter a partir de agora, então nada muda para ela. É importante que o pequeno empresário, que a pessoa física, não caia nessas mentiras, nas fake news”, reforçou.
Foco
O secretário explicou que a nova fiscalização aumentou o limite de monitoramento de R$ 2 mil mensais para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas para R$ 5 mil mensais para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. A mudança, esclareceu Barreirinhas, pretende aumentar o foco da fiscalização em suspeitas de lavagem de dinheiro ou de movimentações do crime organizado, sem afetar o trabalhador ou pequeno empresário.
“O foco da Receita Federal não é, repito, o trabalhador, a pequena empresa, o pequeno empresário. Não é. O foco da Receita Federal é em outro tipo de gente. É quem se utiliza dessas novas ferramentas tecnológicas para movimentar dinheiro ilícito, muitas vezes dinheiro de crime, de lavagem de dinheiro. Esse é o enfoque da Receita Federal. Não é, repito, o trabalhador, o empresário, o ouvinte de A Voz do Brasil”, declarou.
Fiscalização de décadas
Barreirinhas explicou que há mais de 20 anos, desde 2003, a Receita Federal monitora movimentações financeiras. A nova instrução normativa, ressaltou, representou apenas o acréscimo dos novos tipos de empresas que operam meios de pagamento, mas não são formalmente classificadas como instituições financeiras, a enviar as informações ao Fisco duas vezes por ano. Mais uma vez, o secretário afirmou que a Constituição não permite a tributação sobre movimentações financeiras.
“Não é verdade que foi criado nenhum controle sobre o Pix. Isso já existia há muito tempo aqui no Brasil. O que a Receita Federal fez a partir de 2025 é deixar claro, tem as informações que sempre foram prestadas pelas instituições financeiras, pelos bancos tradicionais, têm de ser prestadas pelas chamadas fintechs. Essas empresas sem agência física, onde, muitas vezes, que você abre a conta pela internet, as fintechs ou instituições de pagamento”, explicou.
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