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Bolsonaro diz que acordo do TSE e WhatsApp contra fake news é ‘inadmissível’ e faz ameaça

    O presidente eleito em 2018 com ajuda de notícias falsas se desespera com derrota certa em outubro

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (15/4), durante trajeto de passeio de moto, da capital de São Paulo até Americana, que o acordo feito pelo Whatsapp com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para retardar a implementação de novos recursos, que segundo especialistas podem facilitar a disseminação de notícias falsas, para somente após as eleições de outubro, é “inadmissível“.

    Bolsonaro se desespera ante a inevitável derrota este ano, especialmente sem as ferramentas que o catapultaram para o Palácio do Planalto em 2018.

    O presidente só foi eleito com ajuda das notícias falsas apimentadas pelo golpismo das mídias que apoiavam o lawfare do ex-juiz Sergio Moro, condenado pelo STF a carregar o rótulo de parcialidade.

    Perseguição a LULA foi motivada por sua liderança nas pesquisas de intenção de voto também naquele ano, até o ex-presidente ser preso pelo conluio, também formado com vários políticos que queriam acabar com o PT (Partido dos Trabalhadores) – maior partido político de esquerda da América Latina e o segundo maior do Brasil.

    O WhatsApp anunciou na quinta-feira (14/4) que o lançamento da nova funcionalidade ‘Comunidades‘ será feito somente no próximo ano.

    O recurso vai possibilitar que administradores reúnam diferentes grupos sob um só guarda-chuva, ampliando o alcance de mensagens. Atualmente, os grupos de WhatsApp podem ter no máximo 256 integrantes.

    Bolsonaro não gostou:

    “E já adianto. Isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido, este acordo que por ventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento“
    JAIR MESSIAS BOLSONARO
    Atual Presidente do Brasil

    O aplicativo está presente em 99% dos smartphones no Brasil, segundo levantamento da Opinion Box, e figura como principal fonte de informação dos brasileiros, de acordo com pesquisa realizada pelo Congresso em 2019.

    No julgamento da ação que pedia a cassação da chapa que uniu Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, sob a acusação de disparos em massa, o ministro Alexandre de Moraes, que presidirá o TSE ao longo do processo eleitoral deste ano, foi direto ao tratar do assunto:

    “Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas vão para a cadeia“
    ALEXANDRE DE MORAES
    Ministro do STF e futuro presidente do TSE nas eleições de outubro

    1 comentário em “Bolsonaro diz que acordo do TSE e WhatsApp contra fake news é ‘inadmissível’ e faz ameaça”

    1. De fato, todo esse barulho e bravata de Bolsonaro contra as medidas adotadas pelo TSE, suas constantes ameaças à democracia e ofensas às instituições da República, entre outros despropósitos, tudo isso não passa de desespero !!

      Bolsonaro sabe que seus dias de presidente estão contados e que seu desastroso governo está chegando ao fim.

      Esse tem sido o seu pesadelo: ser derrotado nas urnas, perder a imunidade e eventualmente ser julgado e condenado por eventuais crimes cometidos durante o mandato e que venham a ser apurados e comprovados oportunamente.

      Prevendo já uma eventual derrota em 2022, o inquilino do Planalto tenta achar um meio de tumultuar o pleito eleitoral que se avizinha na tentativa de se perpetuar no poder por meios “outros” que são sejam as urnas.

      Mas todo reinado um dia chega ao fim! E bolsonaro não tarda por esperar.Cedo ou tarde terá de prestar contas com a Justiça e pagar por todo o mal que causou e continua causando ao país.

      De 2022, não passará !!

    Os comentários estão fechados.

    文