O órgão, que está no formol há 188 anos em Portugal e está vindo emprestado para o Brasil, será recebido na rampa do Planalto como a um chefe de Estado
O presidente Jair Bolsonaro (PL) receberá o coração de D. Pedro I, que Portugal emprestou ao Brasil para as comemorações de 200 anos de Independência, na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, na terça-feira (23/8), em cerimônia análoga à de uma visita de Estado. O órgão do autor do gesto oficial da fundação do Brasil – o Grito do Ipiranga – está a 188 anos no formol, mas será tratado como se fosse o próprio Pedro de Alcântara; como se ele estivesse vivo.
O coração será uma das principais atrações nas festividades do feriado de 7 de Setembro. A peça, que deverá ficar no Palácio do Itamaraty até 8 de setembro, onde estudantes e o público em geral poderão apreciá-lo, chegará a Brasília nesta segunda (22/8), em voo da Força Aérea Brasileira com pouso previsto para as 9h30. Em seguida, será levado ao Ministério das Relações Exteriores. Na terça-feira (23/8), Bolsonaro receberá o órgão do homem que gritou “Independência ou Morte” na rampa, ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, além de ministros.

O chefe do Cerimonial do Itamaraty, Alan Coelho de Séllos, disse, segundo matéria no jornal Folha de S. Paulo, que “o coração será tratado como se D. Pedro I estivesse vivo. Portanto, ele será objeto de todas as medidas que se costuma atribuir a uma visita oficial, uma visita de Estado“. Os hinos nacional e da independência devem ser tocados no evento, e Bolsonaro discursará como em uma saudação a um chefe de Estado e também como parte da abertura das comemorações do bicentenário.
O uso político da vinda do coração por Bolsonaro tem recebido críticas. Em 1972, a ditadura militar trouxe os restos mortais de dom Pedro para a celebração dos 150 anos da Independência. Desde então, a ossada do imperador está no Museu do Ipiranga, em São Paulo.

O microcefalo inquilino do Planalto tentando tudo mas o eleitor já sabe quem ele realmente é.
Em outubro será expurgado no VOTO.
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