Bolsonaro destruiu o Ministério da Saúde, com ministro militar que não conhecia o SUS, diz Drauzio Varella (vídeo)
O Dr. Drauzio Varella em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura |14.4.2025| Imagem reprodução /// O então ministro da Saúde, general Ricardo Pazuello, ao lado do então presidente Jair Bolsonaro, durante sua gestão | Sérgio Lima/Poder360
Médico também rasgou elogios à gestão de Lula na administração do maior sistema público de saúde do mundo – SAIBA MAIS
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Brasília, 16 de abril de 2025
No programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura, na segunda-feira (14/abr), o médico Drauzio Varella fez uma análise contundente da saúde pública no Brasil (assista ao vídeo no final da matéria).
Ele destacou o Sistema Único de Saúde (SUS) como o maior programa de saúde pública do mundo, que atende mais de 200 milhões de pessoas, algo único para um país com tamanha diversidade geográfica e desigualdades sociais.
O médico elogiou a Estratégia Saúde da Família, com 44 mil unidades básicas e 260 mil agentes comunitários que cobrem 164 milhões de brasileiros, mas lamentou que o programa seja mais reconhecido internacionalmente do que no Brasil.
Varella comparou o SUS ao NHS (National Health Service – Serviço Nacional de Saúde) inglês, frisando que o Brasil alcançou feitos notáveis em apenas 30 anos, contra os 80 anos do sistema britânico, apesar dos desafios de subfinanciamento e má gestão passada.
Varella criticou duramente a gestão do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro (2019-2022), afirmando que o sistema foi “destruído objetivamente” por ministros despreparados, como um que admitiu não conhecer o SUS por usar hospitais militares.
Drauzio Varella durante entrevista ao Roda Viva da TV Cultura em 14.4.2025 – Imagem reprodução
O general Ricardo Pazuello e Jair Bolsonaro – Sérgio LimaPoder360 – 16.dez.2020
Ele destacou a média de 10 meses de permanência de ministros, o que dificultava políticas de longo prazo, e a nomeação de figuras não técnicas por interesses políticos.
No governo Lula 3, iniciado em 2023, Varella elogiou a ex-ministra Nísia Trindade pela competência e seriedade, mas ponderou que a reconstrução do SUS é lenta, com problemas graves de acesso ainda persistindo.
O médico enfatizou avanços históricos, como o acesso universal a pediatras, algo impensável em sua infância no bairro do Brás, São Paulo, onde ele e seus pares não tinham assistência médica.
Ele defendeu que o SUS, apesar das filas e críticas, é um marco de distribuição de renda, superando até o Bolsa Família, com um orçamento de R$ 270 bilhões anuais.
Varella alertou, porém, que cortes orçamentários, como os discutidos em 2024, podem comprometer serviços essenciais, como vacinas e atendimentos de emergência, reforçando a necessidade de mais recursos e gestão eficiente.
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Em síntese, Drauzio Varella reforçou a relevância do SUS como um sistema revolucionário, mas cobrou melhorias na gestão e no financiamento para superar os desafios de acesso e qualidade. Ele destacou a resiliência do sistema frente às crises, como a pandemia que matou mais de 700 mil brasileiros, e a importância de lideranças técnicas para sua reconstrução. Sua fala no Roda Viva reacende o debate sobre o papel do SUS na redução das desigualdades e a necessidade de protegê-lo de interferências políticas.
Assista a um dos trechos da entrevista:
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