“O STF deixou claro que não iria prender preventivamente o fascista SE ele não atrapalhasse as investigações ou incitasse levantes sociais“, mas agora ele “aumenta a aposta e resolve partir para o contra-ataque, provavelmente com apoio militar. Preparem-se, para o final do carnaval“, escreve Fernando Horta
“Olá, amigos de todo o Brasil, em especial os de São Paulo. No último domingo de fevereiro, dia 25, às 15h, estarei na Avenida Paulista realizando um ato pacífico em defesa do nosso Estado Democrático de Direito“, afirma o ex-presidente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Jair Bolsonaro (PL), em um vídeo legendado pelo portal de notícias ‘Metrópoles’.
“Eu peço a todos vocês que compareçam trajando verde e amarelo. E mais do que isso: Não compareçam com qualquer faixa ou cartaz contra quem quer que seja“, prossegue, certamente temendo as provas que poderiam ser produzidas em consequência de seu chamado.
“Nesse evento eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses”, acrescenta.
Na última quinta-feira (8/2), a família Bolsonaro e assessores foral alvo da ‘Operação Tempus Veritatis‘, sobre investigações relativas a um suposto golpe de Estado que a Polícia Federal afirma estar ainda sob “sigilo regulado por lei e decisões judiciais“.
Um vídeo de uma reunião ministerial realizada em 2022 pelo então presidente, antes das eleições, motivou a ação que foi deflagrada por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O material foi divulgado na íntegra pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em sua conta no ‘YouTube‘.
A Corte máxima de Justiça trata o caso como “tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito“.
O anúncio de Bolsonaro vem com a possibilidade real de prisão e com outra notícia que trata de sua inelegibilidade, que pode ser estendida para mais de 30 anos, caso ele seja condenado.
O ex-presidente finaliza o convite para o ato em 25 de fevereiro dizendo que será “mais do que um discurso, uma fotografia de todos vocês”.
Após um mandato recheado de ‘fake news‘ e ataques coordenados, direcionados a diversos setores da sociedade, especialmente aos políticos que estavam na condição de oposição, bem como ao judiciário, Bolsonaro agora vende a ideia de que quer passar “para o Brasil e para o mundo” o que ele chama de “nossa união” e “nossas preocupações”, além do ele diz que a direita quer.
“Porque vocês são as pessoas mais importantes desse evento para mostrarmos , disse, com ar de preocupação indisfarçável.
Bolsonaro encerrou o chamado com a famosa frase ‘Deus, Pátria, Família e Liberdade‘ – slogan amplamente usado por Benito Mussolini, o político italiano que liderou o ‘Partido Nacional Fascista‘, sob rótulo de figura-chave da criação do regime que durou 20 anos.
Dito isso, o historiador Fernando Horta afirmou que “o STF deixou claro que não iria prender preventivamente o fascista SE ele não atrapalhasse as investigações ou incitasse levantes sociais“.
Só que, agora, “Bolsonaro aumenta a aposta e resolve partir para o contraataque, provavelmente com apoio militar“, opina Horta, que recomenda: “Preparem-se, para o final do carnaval“.
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