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Bolsonaro convida parentes de petista assassinado para “falarem a verdade” em coletiva de imprensa

    O presidente ligou para os familiares de Marcelo Arruda, via celular de Otoni de Paula, e disse que “a imprensa está tentando desgastar o meu governo”

    Na tarde desta terça-feira (12/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL), realizou uma chamada de vídeo, por intermédio do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), com a família do petista tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, que foi assassinado no último domingo (10/7) em Foz do Iguaçu por um apoiador de Bolsonaro.

    O atual ocupante do Palácio do Planalto afirmou aos familiares da vítima que “nada justifica” o crime e disse que a esquerda está tentando botar a culpa do assassinato em seu colo. Depois, Bolsonaro convidou-os para uma entrevista coletiva na quinta-feira (15/7).

    Por mais que por ventura tenha tido uma troca de palavras grosseiras, mas não justifica o cara voltar armado e fazer o que ele fez“, disse Bolsonaro, que teve como resposta imediata de um parente de Marcelo que “nem justifica ele ter aparecido lá, presidente“.

    De acorco com o jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, os irmãos de Arruda são apoiadores do presidente, mas mesmo assim não deixaram claro se irão aceitar o convite e disseram a Bolsonaro que não querem que o caso seja explorado politicamente.

    A ideia é ter uma coletiva com a imprensa para vocês falarem a verdade, não é a esquerda ou a direita. A imprensa está tentando desgastar o meu governo”, disse o presidente para a família.

    No vídeo, é possível ver que o deputado federal bolsonarista Otoni de Paula (MDB-RJ) segura o celular por meio do qual é realizada a chamada. Bolsonaro aproveitou a conversa para convidar a família de Marcelo para participar de uma coletiva de imprensa em Brasília:

    A imprensa obviamente, quase toda a esquerda, tá quase que botando no meu colo a ação desse cara“, diz o presidente em um trecho anterior ao convite.

    Marcelo Arruda foi assassinado na festa de temática do PT e de LULA, comemorando o aniversário de 50 anos, quando o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, autor do crime, invadiu o evento e gritou “aqui é Bolsonaro”. Ele foi embora e depois voltou atirando. Três disparos acertaram Arruda. O guarda municipal ainda conseguiu atirar de volta e feriu Guaranho, que está internado em estado estável, mas grave.

    Assista ao vídeo no canal de Guilherme Amado:

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