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Bolsonaro comete crime passível de prisão e multa, por ajuizar ação contra Moraes, diz Contarato

    O Senador afirmou que o presidente fez denunciação caluniosa e infringiu o artigo 339 do Código Penal, pois o ministro é relator de ação gravíssima contra o clã, cabendo o movimento somente à PGR

    O Senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, cometeu crime de denunciação caluniosa ao ajuizar ação por abuso de autoridade contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (17/5), pois o movimento cabe à PGR (Procuradoria-Geral da República), e não ao chefe do Executivo.

    O congressista, que é professor de direito e delegado da polícia civil, também disse que o magistrado “ralata ação gravíssima contra Bolsonaro e seu clã” e, por este motivo, o atual ocupante do Palácio do Planalto infringiu o artigo 399 do Código Penal.

    De acordo com o vídeo da CNN, com a notícia, compartihado por Contarato, a ação de Bolsonaro cita supostos ataques à democracia, desrespeito à Constituição Federal e desprezo aos direitos e garantias fundamentais.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    De acordo com o portal do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), o artigo 339 do Código Penal previa como crime de denunciação caluniosa o ato de iniciar algum tipo de procedimento investigativo ou punitivo, atribuindo crime a pessoa que sabe que é inocente.

    A Lei 14.110, de 18 de dezembro de 2020, alterou o mencionado artigo, acrescentando ao texto que a conduta ilícita também se configura caso o criminoso atribua indevidamente a pessoa que sabe que é inocente o cometimento de infração ético-disciplinar ou ato de improbidade.   

    O intuito da norma é proteger a administração da justiça, evitando que acusações mentirosas movimentem desnecessariamente os entes estatais como delegacias, tribunais, Ministério Público, para investigar uma pessoa por um crime que não cometeu.

    Código Penal – Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

    Dos Crimes Contra a Administração da Justiça

    Denunciação caluniosa

    Art. 339. Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente:        (Redação dada pela Lei nº 14.110, de 2020)

    Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa.

    • 1º – A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.
    • 2º – A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
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