Bolsonaro ataca TSE, defende porte de armas contra ditadores e diz que “povo armado não será escravizado”

Bolsonaro anda a cavalo durante visita à Expoingá, ao lado da presidente da Sociedade Rural de Maringá, no Paraná | Foto de Paulo Muzollon, para o Folhapress |


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Mal nas pesquisas, o presidente mais uma vez induz seus eleitores a dúvidas quanto ao sistema de votação, que comprovadamente é eficaz e seguro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a colocar em dúvida o sistema eleitoral e afirmou que o seu governo não aceita provocações: “Nós sabemos o que está em jogo. Todos sabem o que o governo federal defende: defende a paz, a democracia e a liberdade. Um governo que não aceita provocações, um governo que sabe da sua responsabilidade para com o seu povo“, disse nesta quarta-feira (11/5), em visita à Expoingá, no Parque de Exposições de Maringá, a 460 km de Curitiba, Paraná, de acordo com transcrição de sua fala, feita por editores da matéria no jornal Folha de S. Paulo.

A cidade é base eleitoral do deputado federal Ricardo Barros (PP), líder do governo na Câmara dos Deputados.

Todos têm que jogar dentro das quatro linhas [da Constituição]. Nós não tememos resultados de eleições limpas. Nós queremos eleições transparentes, com a grande maioria, ou diria a totalidade do seu povo“, afirmou, deixando implícito que as urnas eletrônicas não são confiáveis.

Bolsonaro também defendeu a posse e o porte de armas e disse que apenas ditadores temem o armamento da população civil: “Somente os ditadores temem o povo armado. Eu quero que todo cidadão de bem possua sua arma de fogo para resistir, se for o caso, à tentação de um ditador de plantão

O Brasil tem uma área que é cobiçada por muitos países que é a região Amazônica. E para vocês, família brasileira, a arma de fogo é uma defesa da mesma e é um reforço para as nossa Forças Armadas porque o povo de bem armado jamais será escravizado“. Depois, disse que pior do que uma ameaça externa é uma “ameaça interna de comunização” do país e citou a Venezuela como exemplo.

O presidente também disse que seu governo dá títulos a assentados, enfraquecendo o MST. O modelo de distribuição de terras a camponeses pobres no governo Bolsonaro deu lugar a outro em que as verbas são minguantes, as desapropriações de terras e assentamentos de famílias quase não existem mais e o foco se resume a uma maratona de entrega de títulos de propriedade aos antigos beneficiários, conforme informou o jornal.

O presidente ainda culpou a guerra na Ucrânia e governadores que tomaram medidas de distanciamento contra o coronavírus pela escalada da inflação. E, dirigindo-se à comunidade ucraniana do Paraná, em Prudentópolis, disse que o governo, “mesmo em silêncio“, atua para que a paz seja restabelecida no país.

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1 comentário em “Bolsonaro ataca TSE, defende porte de armas contra ditadores e diz que “povo armado não será escravizado””

  1. Esse moço está nos convocando para o suicídio coletivo?!…

    Continuo acreditando no acerto de plantar rúcula e rabanete (rodeados de couve manteiga — e etc!), pescando lambari e indo na venda duas vezes por mês.

    PT Saudações.

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