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    Moraes pode devolver Bolsonaro à Papudinha após caso da arma

    — calculando —
    Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

    📷 O ex-presidente Jair Bolsonaro condenado por tentativa de golpe de Estado, em prisão domiciliar / Imagem arquivo / Foto Wilton Junior / Estadão

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    19 de junho de 2026

    A apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Jair Bolsonaro com um sargento do Exército durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal colocou em discussão a continuidade da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.

    Na noite de segunda-feira (15/jun), por volta das 23h30, agentes da PMDF abordaram um Honda Civic na DF-001, km 79, em Taguatinga.

    O condutor, segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança particular de Jair Bolsonaro, transportava a arma e um carregador sobressalente.

    O militar afirmou inicialmente que a pistola constava em sua documentação funcional, mas depois reconheceu que pertencia ao ex-presidente e que a levava para conserto após pane detectada por Bolsonaro.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do processo da condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, determinou na terça-feira (16/jun) que a defesa prestasse esclarecimentos em 24 horas.

    Moraes questionou especificamente por que o condenado mantinha arma de fogo em casa durante a prisão domiciliar, com carregador extra, e por que solicitou reparo “às vésperas do encerramento do período de 90 dias”.

    A defesa respondeu na quarta-feira (17/jun). Os advogados confirmaram que Jair Bolsonaro é o proprietário regular da arma, com Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) válido.

    Explicaram que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola sem o conhecimento prévio do ex-presidente, tornando-a inoperante, devido às medicações psiquiátricas que ele toma — as mesmas que teriam influenciado o episódio de violação da tornozeleira eletrônica em novembro de 2025.

    Bolsonaro teria testado o mecanismo, constatado a falha e pedido que o sargento levasse a arma para manutenção.

    A defesa negou qualquer relação entre o pedido de reparo e o fim iminente da prisão domiciliar e afirmou que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto cumpre a medida.

    Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, autorizada por Alexandre de Moraes por questões de saúde, incluindo recuperação de broncopneumonia.

    O prazo de 90 dias vence por volta de 24 de junho. Até o incidente, o ministro avaliava a possibilidade de prorrogação, considerando o cumprimento sem intercorrências graves.

    O episódio reacende questionamentos sobre o efetivo cumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF, entre elas a revista obrigatória em veículos que saem da residência.

    A PMDF explicou que os carros da segurança permanecem em via pública e não entram na garagem, o que justificaria a ausência de vistoria prévia.

    A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar os fatos e, em 18 de junho, pediu autorização a Moraes para ouvir Jair Bolsonaro por videoconferência em 24 de junho.

    Nesta sexta-feira (19/jun) a Polícia Civil do DF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Jair Bolsonaro por videoconferência no inquérito sobre a arma. Detalhes adicionais serão acompanhados.

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    FAQ Rápido

    O que exatamente aconteceu com a arma?
    Uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Jair Bolsonaro foi apreendida pela PMDF em 15 de junho com seu segurança, o sargento Estácio Leite da Silva Filho, durante blitz no DF. O militar levava a arma para conserto.

    Qual a explicação da defesa?
    A defesa afirmou que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola (tornando-a inoperante) sem o conhecimento de Bolsonaro, por causa de suas medicações psiquiátricas. O ex-presidente teria pedido o conserto ao notar a falha.

    A prisão domiciliar de Bolsonaro pode ser revogada?
    Sim. O incidente ocorre às vésperas do fim dos 90 dias e levanta dúvidas sobre o cumprimento das medidas cautelares. Alexandre de Moraes já cobrou explicações e aliados temem que o episódio reduza chances de prorrogação ou leve à revogação da domiciliar.

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