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Após perda do salário do PL, Bolsonaro terá aposentadoria militar transferida para Michelle

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    Bolsonaro ao
    Bolsonaro ao receber visita de Michelle / Imagem reprodução CNN

    Condenado será considerado ‘morto ficto’ em outra condenação provável no julgamento do STM, que prevê perda de patente em ritual de desonra



    Brasília, 28 de novembro 2025

    Em meio à suspensão de seus direitos políticos e à condenação pela trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta cortes em seus rendimentos, mas mantém uma série de benefícios pagos com dinheiro público.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    A situação legal revela um paradoxo, onde a segurança jurídica prevalece sobre os crimes cometidos, que estão atrelados ao exercício da presidência e não aos seus mandatos anteriores.

    Aposentadoria Garantida:
    O Papel da Segurança Jurídica

    Apesar da caçação de seus direitos políticos, Bolsonaro continuará recebendo a aposentadoria de R$ 41.000 mensais da Câmara dos Deputados.

    Segundo a análise jurídica, esta manutenção se deve ao fato de que ele adquiriu o benefício pelo exercício de diversos mandatos parlamentares, talvez sete, e os delitos pelos quais responde não guardam relação com esse período.

    A manutenção dessa aposentadoria está em linha com valores constitucionais importantes, como o da segurança jurídica e da estabilidade das relações jurídicas.

    Embora existam hipóteses de anulação de aposentadoria, elas geralmente decorrem de um ilícito funcional atrelado ao cargo.

    A legislação existente deve ser cumprida, e a discussão sobre retirar esses recursos deve ser feita de maneira mais ampla e não focada apenas no caso do ex-presidente.

    O Fim do Salário do PL

    O Partido Liberal (PL) informou que suspendeu o pagamento do salário de Bolsonaro. O ex-presidente recebia R$ 42.000 por ocupar o cargo de presidente de honra do PL.

    A decisão do partido citou a suspensão dos direitos políticos e a condenação, mencionando a lei dos partidos políticos que prevê o cancelamento de atividades partidárias em caso de perda de direitos.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou que o partido está cumprindo a lei e que a decisão foi tomada após um alerta de advogados para evitar eventuais sanções.

    O cargo de presidente de honra ficará vago. Foi ressaltado que o salário pago pelo PL provinha, em verdade, do fundo partidário, que é dinheiro público, dinheiro dos brasileiros.

    A manutenção desse pagamento, com Bolsonaro preso, seria considerada um escárnio.

    O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, defendeu nas redes sociais que a suspensão foi algo obrigatório e não por vontade do partido, garantindo: Enquanto eu estiver vivo não faltará ao meu pai.

    Apoio Partidário e Privilégios Remanescentes

    Apesar do corte salarial, o apoio do PL não cessou completamente: o partido continua assegurando a guarida para que a família Bolsonaro prospere na política, incluindo o pagamento do aluguel do ex-presidente e o salário de Michelle Bolsonaro.

    Sóstenes Cavalcante afirmou que Bolsonaro não ficará desamparado e que, havendo necessidade, o partido fará uma vaquinha para socorrê-lo.

    Quanto aos privilégios de ex-presidente – que incluem dois carros com motoristas e oito assessores – há dúvidas sobre sua aplicabilidade.

    Enquanto ele estiver cumprindo pena, esses benefícios podem não ter aplicabilidade concreta, como o motorista.

    Existe a possibilidade de que essas benesses sejam removidas, já que os crimes pelos quais ele foi condenado têm relação com a sua posição como presidente da República.

    O Futuro Militar e a Desonra

    No futuro, Bolsonaro e outros oficiais envolvidos no complô do golpe serão submetidos a julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), o que está previsto para o ano que vem.

    Este processo, se o Brasil for um país lógico, deve resultar em um ritual de deshonra e na perda da patente.

    No entanto, a legislação brasileira prevê que mesmo que esses oficiais percam a patente, seus soldos e aposentadorias (o soldo de Bolsonaro hoje está em torno de R$ 13.000) serão transferidos para os familiares.

    Ele seria considerado um morto ficto, um zumbi que, embora expurgado dos quadros das forçadas, mantém seu vencimento transferido para a familiar, no caso, Michelle.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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