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Bolsonaro em contagem regressiva para perda de patente após STM impor prazo para defesa contra expulsão do Exército

    Ministério Público Militar aciona Justiça para cassar posto de oficial após condenação por trama golpista, marcando precedente na história brasileira

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    Jair Bolsonaro
    Jair Bolsonaro no Exército / Imagem de arquivo familiar via Nexo Jornal
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 10 de fevereiro de 2026

    O Superior Tribunal Militar (STM) concedeu um prazo exíguo para que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresente sua defesa em face de uma representação que busca sua exclusão das fileiras do Exército Brasileiro.

    A medida, anunciada nesta terça-feira (10/fev), surge na esteira de uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), configurando um capítulo inédito na jurisprudência militar nacional.

    O Ministério Público Militar (MPM) protocolou a representação na terça-feira anterior (3/fev), solicitando a declaração de indignidade para o oficialato não apenas de Bolsonaro, capitão reformado, mas também de outros quatro oficiais de alto escalão: os generais Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Walter Souza Braga Netto e o almirante Almir Garnier Santos.

    A base legal reside no artigo 19 do Código Penal Militar, que prevê a perda de posto e patente para condenações superiores a dois anos por crimes comuns ou militares, especialmente quando envolvem atentados à democracia.

    De acordo com o MPM, a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelo STF – por tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa – é “incontroversa” e viola preceitos éticos fundamentais das Forças Armadas, como fidelidade à pátria e lealdade institucional,conforme o portal Agencia Brasil.

    O órgão elencou oito condutas atribuídas ao ex-presidente, incluindo descaso com a ética militar, o que justificaria sua incompatibilidade com a farda.

    O relator do caso de Bolsonaro, ministro Carlos Vuyk de Aquino, determinou a citação do representado, abrindo o prazo de dez dias para a defesa escrita.

    Caso não haja manifestação nesse período, um defensor público será designado para o mesmo fim.

    A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, enfatizou em coletiva que o tribunal priorizará a celeridade, com julgamentos presenciais e sem procrastinação, embora sem prazo definido para conclusão.

    Ela ressaltou que os ministros julgarão com “toga acima da farda”, garantindo imparcialidade.

    Esse processo representa um marco: é a primeira vez que o STM avalia perda de patente por crimes contra a democracia.

    Se acolhida, a representação implicaria não só a expulsão das Forças Armadas, mas também a perda de benefícios como pensão especial e o direito a cumprir pena em instalações militares, transferindo os condenados para presídios comuns.

    O julgamento pode demorar, sem prazo para os relatores apresentarem votos. O STM informou a impossibilidade de prever o cronograma.

    A condenação pelo STF não pode ser questionada pelo tribunal militar.

    O trâmite costuma durar cerca de seis meses.

    O MPM reforçou que a decisão do STF demonstra a “gravidade da conduta de militares que juraram respeitar a bandeira nacional”.

    “A conduta do representado revela descaso com os preceitos éticos que regem a carreira militar”, argumentou o órgão em sua petição.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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