PL pode avançar nesta quarta, mas chantagens do Centrão – temendo alta popularidade de Lula – podem vincular a votação à anistia golpista ou PEC da blindagem
Brasília, 01 de outubro de 2025
Deputados bolsonaristas e do Centrão apresentaram mais de 50 emendas ao Projeto de Lei 1.087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para rendas até R$ 5 mil mensais a partir de 2026, visando alterar compensações fiscais e adiar a medida para 2027, sob risco de comprometer o equilíbrio orçamentário do governo Lula, conforme mostra a CNN Brasil.
O texto, relatado por Arthur Lira (PP-AL), prevê taxação progressiva de 10% sobre rendas acima de R$ 50 mil/mês (atingindo 0,13% dos contribuintes e arrecadando R$ 34 bilhões), mas emendas como a de Tabata Amaral (PSB-SP) propõem alíquotas de até 20% para acima de R$ 1,2 milhão/ano, enquanto opositores buscam isenção até R$ 10 mil sem contrapartidas.
O bloqueio de sessões na Câmara e Senado em agosto, liderado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, já ameaçou a correção da tabela do IR para dois salários mínimos, com impacto de R$ 3,29 bilhões em renúncia fiscal em 2025.
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Analistas como Julio Goulart preveem que o PL avance no plenário neste 1º de outubro, mas chantagens do Centrão – temendo alta popularidade de Lula – podem vincular a votação à anistia golpista ou PEC da blindagem, atrasando a aprovação até 11 de agosto para evitar retrocesso.
Partidos de esquerda, como PT e PSOL, articulam contra descaracterizações, enquanto o governo alerta para cortes no Orçamento de 2026 se emendas passarem, beneficiando “super-ricos”.
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, tenta compensar desgastes com motins bolsonaristas pautando o PL após PECs oposicionistas.







