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Bolsonaristas que rezaram por morte do Papa comemoram: jornalista diz que ‘Bolsonaro é baixo’

    Para agravar a situação, ex-presidente comentou nas redes sociais o falecimento, mas não citou o nome “Francisco“, o que foi interpretado como “texto para não desagradar seus seguidores que odiavam a figura maior da Igreja Católica” – SAIBA MAIS

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    Brasília, 21 de abril de 2025

    De acordo com críticas de perfis nas redes sociais, os católicos bolsonaristas que rezaram pela morte do Papa Francisco, durante sua internação de 38 dias com quadro de pneumonia severa, estão comemorando o óbito do líder da Igreja Católica.

    O 266º Papa e soberano do Estado da Cidade do Vaticano, que ocupou o cargo por 12 anos, morreu nesta segunda-feira (21/abr), aos 88 anos, durante o início da madrugada, no horário local, enquanto se recuperava.

    Prints nas de donos de contas na plataforma X mostram a baixaria e ódio contra Francisco, que ficou marcado pela extrema direita, que o chamava de “comunista“, por sua defesa dos pobres, da paz e da igualdade.


    A raiva ocorre especialmente por culpa do bolsonarismo, cuja ideologia, segundo a popular enciclopédia online Wikipédia, é associada à retórica de defesa da família, do patriotismo, do conservadorismo, do autoritarismo, de elementos neofascistas, do anticomunismo, do negacionismo científico, do porte de armas, da rejeição aos direitos humanos e da aversão à esquerda.

    O precursor do fenômeno político, considerado pelos progressistas o pior presidente que o Brasil já teve, Jair Bolsonaro (PL), sempre demonstrou ter relação tensa com Francisco, o que foi visto em declarações e ações para evitar encontros, criticar posicionamentos ambientais e minimizar suas fala.

    Embora alguns dos ataques de Bolsonaro ao Papa não o tenha citado diretamente, a tensão ocorreu em temas relacionados à Amazônia, questões ambientais e posicionamentos sociais do pontífice, quando o ex-presidente se posicionou de modo crítico ou contrário às falas do Papa.

    Além disso, o discurso dos apoiadores de Bolsonaro é, frequentemente, endossado por sua omissão, o que amplifica as críticas ao pontífice, especialmente nas redes sociais.

    Nesta segunda, após a morte de Francisco, Bolsonaro escreveu: “O mundo e os católicos se despedem daquele que ocupava uma das figuras mais simbólicas da fé cristã: o Papa. Mais que um líder religioso, o papado representa a continuidade de uma tradição milenar, guardiã de valores espirituais que moldaram civilizações. Para o Brasil e o mundo, a figura do Papa sempre foi sinal de unidade, esperança e orientação moral. Sua partida nos convida à reflexão e à renovação da fé, lembrando-nos da força da espiritualidade como guia para tempos de incerteza“. Isso teria funcionado como um apito de cachorro.

    Bolsonaro não citou Francisco, o que foi interpretado como “um texto para não desagradar seus seguidores, que odiavam a figura maior da Igreja Católica“, conforme escreveu um jornalista, no X.

    O dono da conta diz que, “ao bolsonarismo, falta caráter até no momento da morte do Papa Francisco“. Ele chama Bolsonaro de “ladrão de joias e genocida nojento“, que, ao citar a morte sem citar Francisco, o ex-presidente “não desagrada seus seguidores que odiavam a figura maior da Igreja Católica“.

    Bolsonaro é baixo“, afirmou o perfil, reproduzindo um print da postagem do réu no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de golpe de Estado.

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    Críticas sobre a Amazônia (2020):

    Bolsonaro criticou o Papa Francisco após a publicação da exortação apostólica “Querida Amazônia“, na qual o Pontífice defendeu a proteção da floresta e dos povos indígenas.

    Bolsonaro afirmou que a Amazôniaé nossa” e questionou a fala do Papa de que a região pertence “ao mundo inteiro“, dizendo: “O Papa é argentino, mas Deus é brasileiro“.

    Ele também ironizou a ausência de um “sínodo da Austrália” em referência aos incêndios naquele país, minimizando as preocupações ambientais levantadas por Francisco.

    Desentendimentos sobre o Sínodo da Amazônia (2019):

    Durante o Sínodo da Amazônia, convocado pelo Papa Francisco para discutir a preservação da floresta e os direitos indígenas, Bolsonaro expressou desconfiança, classificando o evento como uma possível ameaça à soberania brasileira.

    Para evitar um encontro direto com o Papa, Bolsonaro chegou a enviar o então vice-presidente Hamilton Mourão à canonização de Irmã Dulce no Vaticano, o que foi interpretado como um gesto de distanciamento.

    Reação a posicionamentos políticos do Papa:

    O Papa Francisco, em entrevistas, defendeu a inocência de Lula e Dilma Rousseff, criticando o que chamou de “lawfare” (perseguição judicial por motivos políticos).

    Essas declarações, em 2022 e 2023, irritaram Bolsonaro e seus apoiadores, que acusaram Francisco de ser “comunista” ou de interferir na política brasileira.

    Nesta segunda, embora Bolsonaro não tenha respondido diretamente a essas falas, ele evitou citar o nome do Papa, o que foi interpretado como um sinal de desrespeito por parte de seus críticos.

    Outras tensões indiretas:

    Bolsonaro também foi associado a ataques de seus apoiadores contra o Papa, que o chamavam de “comunista” ou “socialista” por suas posições em defesa dos pobres, do meio ambiente e contra a intolerância.

    Por exemplo, em 2022, após um tweet de Francisco sobre combater a fome, bolsonaristas reagiram com insultos, e Bolsonaro não se posicionou para defender o Pontífice.

    Além disso, ele foi criticado por não visitar Francisco durante viagens a Roma, como em 2021, reforçando a percepção de animosidade.

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