O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em imagem reproduzida no X por @soucriscaiado
Presidente do Senado, que pretende ser governador de Minas, tem jogado no lixo todos os pedidos que recebe contra o defensor da democracia e relator dos supostos crimes do ex-presidente Jair Bolsonaro e já avisou que o fará sempre
Bolsonaristas estão preparando novo ato pelo impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, em Belo Horizonte (MG), berço político do Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), para pressioná-lo a levar adiante todos os 22 pedidos que chegaram ao mineiro.
A oposição apresentará mais outro pedido de impeachment, nesta segunda-feira (9/9), para tentar destituir do cargo vitalício aquele que é o relator de todos os supostos crimes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
O plano é constranger Pacheco e o protesto deve ocorrer ainda em setembro, possivelmente no dia 21, informa Malu Gaspar, no Globo. O espaço de apenas duas semanas após a manifestação em São Paulo é considerado importante para amplificar os atos na capital paulista.
A escolha de Minas Gerais se deve ao fato de Pacheco, cujo mandato termina em 2027, ser cotado, com o apoio do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para disputar a sucessão do governador Romeu Zema (Novo) em 2026.
Outro motivo é que a manifestação bolsonarista pode servir para prejudicar o atual prefeito Fuad Noman (PSD) – candidato à reeleição e está empatado com o bolsonarista Bruno Engler (PL) e outros três candidatos nas pesquisas.
Pesquisas de opinião contratadas por Pacheco mostraram que o maior fator de sua rejeição do eleitorado mineiro se deve à sua posição em relação ao Supremo, vista como intransigente pela parcela crítica à atuação da Corte.
Pacheco considera crucial recuperar esses eleitores para se viabilizar para o governo estadual. Seu último teste nas urnas foi em 2018, quando se elegeu senador pelo antigo DEM, e Minas Gerais indicou uma guinada à direita na disputa de 2022 com a eleição de quadros bolsonaristas com votações recordes e a reeleição de Zema no primeiro turno contra o popular ex-prefeito Alexandre Kalil.
Além disso, Lula venceu Bolsonaro no estado, por uma margem ainda mais apertada do que o resultado nacional de 50,2% a 49,8%. Pelos cálculos de Pacheco, o apadrinhamento do estadista não será suficiente e ele precisará do voto bolsonarista para se eleger governador.
A manifestação bolsonarista em Belo Horizonte em plena eleição municipal poderia chamuscar seu capital eleitoral.

É vergonhoso o que os BOLSONARISTAS QUEREM…
VIVA XANDÃO E PACHECO !
MORRAM OS BOLSONARISTAS!
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