
David Gamble – imagem reprodução LinkedIn – Eduardo e Jair Bolsonaro durante live – Imagem reprodução
Eduardo Bolsonaro e aliados intensificam ofensiva internacional contra ministro do STF, apostando em apoio do governo Trump – SAIBA MAIS
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Washington D.C., 03 de maio de 2025
Bolsonaristas, liderados pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), anunciaram a chegada ao Brasil, na próxima segunda-feira (5/mai), de David Gamble, identificado como coordenador de sanções internacionais do governo de Donald Trump, para discutir possíveis punições ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Gamble aparece no Linked In como “Coordenador Interino de Sanções no Departamento de Estado dos EUA“, lotado em Washington, Distrito de Colúmbia.
A movimentação, destacada pelo Folha de S. Paulo, inclui reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Eduardo Bolsonaro afirmou ter participado de encontros na Casa Branca, embora o Departamento de Estado dos EUA não tenha confirmado a visita de Gamble, gerando incertezas sobre a oficialidade da agenda.
A ofensiva bolsonarista ganhou eco em publicações nas redes sociais, como postagens no X, onde aliados celebram a possível pressão de Trump contra Moraes, acusado por eles de promover censura e perseguição política.
O Metrópoles detalhou que a expectativa é de que a visita fortaleça a narrativa de vitimização de Bolsonaro, que enfrenta investigações no STF por suposta tentativa de golpe em 2022.
Parlamentares como Bia Kicis (PL-DF) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) intensificam críticas ao STF, enquanto aliados de Moraes minimizam a relevância da articulação, apontando dificuldades diplomáticas para ações como a cassação do visto do ministro, conforme analisado pelo Folha em outra matéria.
A articulação reflete a estratégia de internacionalização do bolsonarismo, que busca apoio de figuras conservadoras globais, como Trump e Javier Milei, para pressionar instituições brasileiras.
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A colunista Mônica Bergamo revelou que aliados de Bolsonaro já especulavam, desde novembro de 2024, que Trump poderia barrar a entrada de Moraes nos EUA, embora especialistas considerem tal medida improvável devido ao impacto nas relações bilaterais.
A falta de menção ao Brasil na campanha de Trump e a ausência de confirmação oficial sobre Gamble sugerem que a iniciativa pode ser mais simbólica do que prática, mas reforça a polarização política no Brasil.












