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Bolsonarista Roger disse a vítima de estupro “vê se para de meter” e foi condenado a pagar R$ 60 mil

    Roger Moreira durante conversa com Danilo Gentili em seu programa ‘The Noite’ | Imagem reprodução YouTube | The Noite/YouTube

    O vocalista da banda de rock ‘Ultraje a Rigor‘, que passou os anos 80 cantando que era um “Inútil“, divulgou o comentário envolvendo menina de 11 anos que ficou grávida e foi enquadrado pelo MPF-SP

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    O bolsonarista Roger Moreira, vocalista da banda de rock ‘Ultraje a Rigor‘, que passou os anos 80 cantando que ele e sua geração eram “Inútil” porque “a gente não sabemos votar pra presidente“, divulgou, em setembro do ano passado em seu perfil na rede social ‘X‘, sobre uma menina de 11 anos vítima de estupros e grávida pela segunda vez: “Agora vê se para de meter. Ou pelo menos usa camisinha, porra!

    A Promotora da Infância e Juventude de São Paulo, Luciana Bergamo, condenou-o a postar na plataforma social, bem como no Facebook, dois lotes de sete publicações de uma campanha contra o abuso infantil, em dois períodos diferentes, sendo uma postagem por dia, durante sete dias consecutivos.

    A alegação de consentimento por parte da criança e do adolescente nas eventuais práticas sexuais deve ser sempre questionada e contextualizada, uma vez que elas/eles são considerados seres humanos em condição peculiar de desenvolvimento, quando a capacidade de autonomia para consentir ou não ainda está em processo de construção”, decidiu Bergamo, conforme transcreveu William Cardoso, no ‘Metrópoles‘.

    Segundo o jornalista, o conteúdo das postagens foi definido no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e citam o estímulo a denúncias de violência sexual contra menores de 18 anos, sinais apresentados pelas vítimas e avanços na legislação sobre o tema.

    Roger tem 1,4 milhão de seguidores no ‘X‘ e 60 mil no Facebook. Ele deverá pagar R$ 60 mil por dano moral difuso, valor que será direcionado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

    A homologação do acordo depende do Conselho Superior do Ministério Público.

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