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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O religioso postou as declarações no Twitter e após manifestações contrárias a plataforma removeu a publicação
Uma mensagem do autodeclarado pastor Silas Malafaia, no Twitter, referindo-se à vacinação infantil como “infanticídio”, foi removida ontem, segunda-feira (10/1), pela plataforma, após reação de revolta de usuários da mídia, que lançaram a hashtag #DerrubaMalafaia e solicitaram a remoção imediata da publicação.
No vídeo divulgado pelo religioso, ele afirmava que não existiram casos suficientes de Covid em crianças a ponto de se necessitar de uma campanha de imunização para este público.
No entanto, Malafaia omitiu que cerca de 2,5 mil crianças morreram de Covid no Brasil durante a pandemia.
A página Desmentindo Bozo se manifestou contra a publicação do religioso: “Silas Malafaia disse em seu perfil que vacinar as crianças contra a Covid-19 é um INFANTICÍDIO! Nos ajudem na tag #DerrubaMalafaia para que o @TwitterBrasil tome alguma atitude. Além disso denunciem como ofensivo, terrorismo ou outra opção.
Depois, após a remoção, conforme mostrou o UOL, o perfil tuitou em favor da ação da rede social.
“O Twitter finalmente tomou uma atitude e excluiu o tuíte absurdo do pastor Silas Malafaia por violação das regras, mas sabemos que pode ser mais. Ele já violou em várias oportunidades. Queremos #DerrubaMalafaia“, escreveu.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
A matéria do portal de notícias explica que a vacinação do público infantil contra a covid-19 foi aprovada pela Anvisa há três semanas, em 16 de dezembro de 2021. Para a tomada de decisão, a agência analisou um estudo feito com 2.250 crianças que comprovou que o imunizante da Pfizer é seguro e eficaz, com benefícios que superam os riscos.
Contudo, o presidente Jair Bolsonaro (PL), se manifestou contrário à aprovação da vacinação que já está acontecendo também em países como Chile e Estados Unidos.
Em dezembro, durante live, O presidente pediu os nomes dos técnicos da Anvisa responsáveis por aprovar a vacina ao público infantil para “divulgar o nome dessas pessoas“.
No último dia 5, o Ministério da Saúde recuou e anunciou a inclusão de crianças entre 5 e 11 anos no plano nacional de vacinação contra a covid-19, mas sem a exigência de prescrição médica, como havia antecipado o ministro Marcelo Queiroga em dezembro.
A pasta chegou a elaborar uma consulta pública sobre o tema, a qual foi encerrada no último domingo (2/1).
No questionário, que recebeu críticas de sociedades médicas e científicas, a maioria dos participantes já havia rejeitado a obrigatoriedade de prescrição médica para vacinar crianças.
