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Ascensão e queda de Bolsonaro e do bolsonarismo: manifestação minguante juntou 400 pessoas em Brasília

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    Manifestantes pró-Bolsonaro
    Manifestantes pró-Bolsonaro em Brasília |20.7.2025|


    Protesto no Eixão Sul criticou medidas judiciais do STF e Alexandre de Moraes, defendendo liberdade e anistia. Saiba mais sobre o ato



    Brasília, 20 de julho de 2025

    Uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada neste domingo (20) no Eixão Sul, em Brasília, reuniu cerca de 400 pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP.

    Intitulada “Caminhada pela Liberdade“, a mobilização, convocada por figuras como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), criticou medidas judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF), como a imposição de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Contudo, o número reduzido de participantes, em comparação com atos anteriores, reacendeu o debate sobre a possibilidade de o bolsonarismo estar perdendo força no Brasil.

    Baixa Adesão em Brasília: Um Sinal de Declínio?

    O ato em Brasília, que ocupou uma faixa do Eixão Sul e transcorreu pacificamente, ficou aquém das expectativas dos organizadores, que esperavam 1,5 mil pessoas. Para analistas, a baixa adesão pode indicar um enfraquecimento do movimento bolsonarista.

    Segundo o Estadão, um ato anterior em São Paulo, em 29 de junho, reuniu 12,4 mil pessoas na Avenida Paulista, número significativamente maior que os 400 manifestantes em Brasília.

    Essa queda drástica sugere dificuldades na mobilização, especialmente após medidas judiciais contra Bolsonaro, como as restrições impostas pelo STF em investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.

    Reportagens da Folha de S. Paulo destacam que o bolsonarismo, embora ainda relevante, enfrenta desafios para manter a mesma energia de anos anteriores, quando atos em 7 de setembro chegavam a reunir dezenas de milhares de pessoas.

    A análise aponta para um possível cansaço entre os apoiadores, agravado por divisões internas no campo da direita e pela ausência de Bolsonaro como figura central em eventos públicos, devido às restrições judiciais.

    Contexto Político e Reações nas Redes

    O protesto em Brasília ocorre em um momento de tensão política, com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e à crise diplomática com os Estados Unidos, marcada por tarifas de 50% impostas pelo presidente americano Donald Trump às exportações brasileiras.

    Bolsonaristas atribuem a culpa ao governo Lula, mas a narrativa não parece ter mobilizado grandes multidões. Publicações no X classificaram o ato como um “flop”, destacando a baixa participação. Por outro lado, apoiadores afirmaram que “brasileiros lotaram as ruas”, embora as estimativas oficiais contrariem essa visão.

    Apesar da presença de figuras como a vice-governadora do DF, Celina Leão, e o ex-desembargador Sebastião Coelho, o ato não conseguiu replicar a força de mobilizações passadas.

    A cobertura sugere que o bolsonarismo pode estar enfrentando um momento de introspecção, com dificuldades para traduzir o discurso de “liberdade” e “anistia” em apoio nas ruas.

    O Declínio do Bolsonarismo: Fatores em Jogo

    Diversos fatores podem explicar a possível perda de força do bolsonarismo. Primeiro, as ações judiciais contra Bolsonaro, incluindo a inelegibilidade até 2030 e as investigações sobre o 8 de janeiro de 2023, podem estar desanimando apoiadores, que veem um líder limitado em sua capacidade de ação.

    Apesar da convocação do Partido Liberal (PL) para atos pacíficos, a resposta nas ruas foi tímida, sugerindo um desgaste na base bolsonarista. Além disso, a fragmentação da direita brasileira, com lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, buscando se distanciar do bolsonarismo radical, pode estar diluindo o apoio.

    A polarização política, embora ainda presente, não mobiliza mais como antes, com parte do eleitorado de direita migrando para pautas econômicas e menos ideológicas. A ausência de uma agenda clara e unificadora, aliada ao impacto das redes sociais, onde memes e críticas ao baixo público predominaram, reforça a percepção de declínio.

    O Bolsonarismo Ainda Tem Fôlego?

    Apesar dos sinais de enfraquecimento, é precipitado decretar o fim do bolsonarismo. O movimento ainda conta com uma base fiel, especialmente em redes sociais, e figuras como Bia Kicis e Damares Alves mantêm influência.

    Contudo, a incapacidade de atrair multidões como em 2021 ou 2022 sugere que o bolsonarismo pode estar se transformando, passando de um movimento de massas para um nicho mais restrito, mas ainda vocal.

    Para especialistas citados pelo Estadão, a continuidade do movimento dependerá da habilidade de seus líderes em se reinventar em um cenário de restrições legais e mudanças no humor político do país.



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