Queda de 30,09% do índice S&P Merval coloca o país sob Milei na lanterna entre bolsas mundiais no início de 2025, refletindo desafios econômicos e incertezas políticas – Entenda o que levou a esse cenário e as perspectivas para o futuro
RESUMO <<A bolsa argentina, liderada pelo índice S&P Merval, registrou a maior queda global em 2025, com -30,09% no primeiro semestre, devido a desafios econômicos, inflação persistente e tensões políticas. Apesar do crescimento do PIB em 2024, a pobreza e o desemprego minam a confiança dos investidores, enquanto controles cambiais limitam capitais estrangeiros. A relação com o governo Trump pode trazer alívio, mas a recuperação depende de reformas estruturais>>
Brasília, 01 de julho de 2025
A bolsa de valores da Argentina, representada pelo índice S&P Merval, registrou o pior desempenho entre os principais mercados globais no primeiro semestre de 2025, com uma queda expressiva de 30,09% em dólares.
Após um 2024 de alta recorde, o cenário inverteu-se, impactado por instabilidades macroeconômicas e desafios políticos.
As políticas de austeridade do presidente Javier Milei, que impulsionaram a bolsa em 2024, enfrentam resistência, destaca o Financial Times.
Apesar do crescimento de 3,9% no PIB no terceiro trimestre de 2024, a pobreza de 53% e o desemprego acima de 7% geram tensões sociais, abalando a confiança dos investidores.
A desvalorização do peso argentino e controles cambiais continuam a limitar investimentos estrangeiros, conforme reportado pela agência de notícias Reuters.
A inflação, embora reduzida de 25,5% ao mês para 2,4% em 2024, segue elevada, pressionando o mercado financeiro.
Bancos e empresas de energia, que lideraram ganhos em 2024, sofreram perdas significativas.
36,34%
36,07%
33,24%
31,67%
31,30%
30,49%
28,67%
27,83%
25,31%
23,25%
19,42%
19,10%
18,28%
17,95%
17,70%
8,92%
4,99%
30,09%
A Bloomberg aponta que ADRs de empresas como Banco Macro e Grupo Financiero Galicia caíram até 10% em Wall Street, refletindo a fuga de capitais.
O Wall Street Journal sugere que a proximidade de Milei com o governo Trump pode facilitar renegociações de dívidas com o FMI, aliviando pressões fiscais. Contudo, analistas alertam que a sustentabilidade do crescimento depende de reformas estruturais.
A bolsa argentina enfrenta um momento crítico. Segundo a Forbes, o mercado pode se recuperar se o governo equilibrar austeridade com estabilidade social, mas 2025 será decisivo para testar a resiliência econômica.![]()








