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Bolosonaro deve “ser extraditado e pagar pela devastação que praticou no país”, defende teólogo

    Não é possível nem ético que o Brasil banque a vida de um presidente fujão, criminoso indiscutível e até genocida“, afirma Leonardo Boff

    O teólogo, escritor, filósofo e professor, Leonardo Boff, afirmou neste domingo (26/2), em seu perfil no microblog Twitter, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa “ser extraditado [dos EUA para o Brasil] e pagar pela devastação que praticou no país“.

    O antecessor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Orlando, na Flórida, desde o final do ano passado, para onde foi após abandonar seu cargo de Presidente da República a dois dias do término de seu mandato, possivelmente temendo a decretação de sua prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Não é possível nem ético que o Brasil banque a vida de um presidente fujão, criminoso indiscutível e até genocida“, disse Boff, que é considerado um expoente da teologia da libertação em nosso país, além de ser conhecido internacionalmente por sua defesa dos direitos dos pobres e excluídos.

    O teólogo acrescentou que, “se pensarmos no que fez com os Yanomamis, com nosso dinheiro, tirado da boca dos famintos, ele tem que pagar…

    Leonardo Boff

    Há três dias, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) apresentou denúncia ao TCU (Tribunal de Contas da União) mostrando que as pastas da Saúde e Funai gastaram, sob o Governo Bolsonaro, R$ 41 milhões e R$ 3,9 milhões, respectivamente, referentes a voos às terras dos Yanomamis e à alimentação, conforme mostrou o site Carta Capital.

    O parlamentar suspeita de desvio de recursos, pois, como foi amplamente noticiado, os indígenas foram encontrados na TIY (Terra Indígena Yanomami) em condição precária de saúde.

    Na ação, Kajuru diz que “há contrastes importantes. Primeiro é o gasto significativo com gêneros alimentícios por parte da Coordenação Regional da Funai em Roraima no ano de 2022, porém os indígenas apresentam desnutrição avançada, alguns estão em estado crítico. As despesas e os fatos são antagônicos”, escreveu o senador.

    O segundo contraste está no elevadíssimo gasto com serviços de transporte aéreo, porém, de outro lado, os indígenas foram abandonados”, concluiu.

    O processo de investigação tramitará na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília.

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