“Se a força da esperança continuar vencendo o ódio, já estaremos celebrando [em 4 de outubro de 2026 – data do primeiro turno] dois dias de um novo governo Lula”
Brasília, 06 de outubro 2025
O deputado federal Bohn Gass (PT-RS), vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, acendeu o sinal verde para a campanha presidencial de 2026, com uma postagem otimista, nesta segunda-feira (6/out).
Exatamente um ano antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, ele escreveu: “Hei, o 1º turno da eleição de 2026 será em 4 de outubro. Portanto, daqui a um ano, se a força da esperança continuar vencendo o ódio, já estaremos celebrando dois dias de um novo governo Lula. O que acham?”
Hei, o 1º turno da eleição de 2026 será em 4 de outubro. Portanto, daqui a um ano, se a força da esperança continuar vencendo o ódio, já estaremos celebrando dois dias de um novo governo Lula. O que acham?
— Bohn Gass (@BohnGass) October 6, 2025
A mensagem não é apenas um lembrete calendário: é um manifesto de otimismo petista. Bohn Gass, conhecido por sua trajetória como agricultor, sindicalista e professor, usa o post para reviver os pilares da vitória de 2022 – a “força da esperança” contra o “ódio” –, em clara alusão à polarização promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com pesquisa do Ipespe, divulgada no início de outubro, Lula lidera o ranking de “presidenciabilidade”, com 47% dos entrevistados o considerando apto para um bom mandato – contra 35% para Bolsonaro.
RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL
O estudo, que ouviu 2.500 pessoas entre 19 e 22 de setembro, enfatiza atributos como competência e integridade, e aponta Lula como favorito em cenários de primeiro turno.
Médias ponderadas de múltiplos institutos (incluindo AtlasIntel, CNT/MDA, Datafolha, Futura Inteligência, Paraná Pesquisas e Quaest) até 18 de setembro, mostram Lula à frente em todos os testes, com margens que chegam a 12 pontos sobre Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Fatores como a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe – ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – e a resposta assertiva de Lula às tarifas de Trump impulsionam esses números, revertendo um quadro de empate técnico observado no início do ano.
Analistas veem no post de Bohn Gass um prenúncio de como o Partido dos Trabalhadores (PT) planeja mobilizar bases.
“É uma narrativa que humaniza a contagem regressiva, contrapondo esperança a ódio, e testa o pulso das redes”, comenta o cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, em análise ao O Globo.
Enquanto a oposição patina em apreensões, ainda sem posicionamento claro do condenado por tentativa de golpe de estado, Jair Bolsonaro, além de inelegível até 2062, o governo já esboça plataformas, como escala 6×1 em indústrias e foco em soberania.







