BNDES sob gestões ideologicamente opostas / Imagem reprodução / PT no Senado
| Brasília (DF)
14 de maio de 2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu R$ 995 bilhões em ativos totais em 31 de março de 2026, o maior patamar nominal da história da instituição.
O Esse volume, equivalente a cerca de US$ 199 bilhões, consolida o papel do banco como pilar do financiamento ao desenvolvimento no Brasil.
Em 2025, o BNDES desembolsou R$ 169,7 bilhões, alta de 27% ante 2024 e o maior valor desde 2015.
A injeção de recursos na economia alcançou o equivalente a R$ 1 bilhão por dia, conforme balanço divulgado pela própria instituição.
O desempenho reforça a infraestrutura institucional construída ao longo de 74 anos desde a fundação do banco em 1952.
Hoje, o BNDES financia política industrial, desenvolvimento de minerais críticos, concessões de infraestrutura e a expansão da capacidade computacional de IA do país.
Para comparação, a Corporação de Financiamento ao Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) reportou exposição total de US$ 43,4 bilhões no final do ano fiscal de 2025, com queda em relação aos US$ 48,9 bilhões do ano anterior.
Os novos compromissos caíram de US$ 12,1 bilhões para US$ 3,6 bilhões, segundo o DFC.
O Congresso norte-americano respondeu elevando o limite do portfólio de US$ 60 bilhões para US$ 205 bilhões.
O ecossistema brasileiro de financiamento de desenvolvimento institucional revela-se quatro a cinco vezes maior que o equivalente nos Estados Unidos, conforme dados comparativos de portfólio.
O BNDES opera com foco em setores estratégicos, garantindo soberania econômica em um contexto de disputa global por cadeias de suprimentos.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou o impacto: “O BNDES fomenta crédito em R$ 1 bilhão por dia”, afirmou em coletiva de resultados, conforme reportou a agência de notícias do banco.
A trajetória atual contrasta com críticas históricas. Em 2018, durante a campanha, Jair Bolsonaro prometeu “abrir a caixa-preta do BNDES”, expressão que ele usava para denunciar suposta falta de transparência e irregularidades em operações de crédito, especialmente empréstimos a governos estrangeiros e supostos favorecimentos a empreiteiras.
O que Bolsonaro queria dizer era que o banco precisava de auditorias profundas para revelar eventuais irregularidades e “devolver o dinheiro ao povo”.
Auditorias posteriores, incluindo gastos de R$ 48 milhões em investigações, não encontraram indícios sistemáticos de corrupção que justificassem a narrativa.
Em 2021, o próprio Bolsonaro admitiu publicamente que “não havia caixa-preta”.
O recorde atual demonstra que a instituição, quando orientada para o desenvolvimento com governança democrática e foco em justiça social e democracia, entrega resultados concretos.
O fortalecimento do BNDES reflete a maturidade institucional do Brasil, construída em bases sólidas de soberania nacional e desenvolvimento sustentável.
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