“É fácil apontar o dedo (…), mas é muito mais difícil encarar as próprias fantasias e admitir que a sexualidade é diversa” – LEIA A ÍNTEGRA
Brasília, 14 de agosto de 2025
O caso do bispo Eduardo Costa, da Igreja Universal do Reino de Deus, flagrado usando calcinha e peruca loira em uma rua do bairro Setor Urias Magalhães, em Goiânia (GO), não deixa de render comentários ante a bizarrice das imagens em comparação com a vida social do religioso.
A situação, que viralizou nas redes sociais, motivou o bispo a gravar um vídeo de esclarecimento, no qual ele afirma que o traje inusitado fazia parte de uma “investigação pessoal sobre uma situação pessoal“.
Em sua explicação, Costa admite que a forma de agir foi “errada“, mas garante que a esposa, a missionária Valquíria Costa, estava ciente do plano, embora não dos detalhes do disfarce.
Diante do cenário de julgamentos públicos, a advogada, psicanalista e ativista política Roberta Bastos se manifestou em suas redes sociais, criticando o moralismo seletivo e defendendo a liberdade de expressão sexual.
Para ela, “fetiches fazem parte da vida sexual de muitas pessoas e, por si só, não são algo ruim ou moralmente condenável desde que sejam vividos de forma consciente, segura e consensual.“
A psicanalista destacou a hipocrisia de quem julga abertamente, mas esconde seus próprios desejos.
“O verdadeiro problema é a hipocrisia de quem vive julgando os outros enquanto esconde seus próprios desejos ou práticas“, afirmou, reforçando que “fetiche não define caráter; hipocrisia, sim.”
“Fetiches fazem parte da vida sexual de muitas pessoas e, por si só, não são algo ruim ou moralmente condenável desde que sejam vividos de forma consciente, segura e consensual. Se alguém gosta de se vestir de forma provocante, com lingerie ousada ou até com a calcinha enfiada, e sair pela noite como parte de um jogo erótico ou de fantasia, isso diz respeito apenas a ela e, eventualmente, às pessoas com quem compartilha essa vivência. O problema não está no fetiche. O verdadeiro problema é a hipocrisia de quem vive julgando os outros enquanto esconde seus próprios desejos ou práticas. É fácil apontar o dedo para quem vive de forma aberta e sem vergonha, mas é muito mais difícil encarar as próprias fantasias e admitir que a sexualidade é diversa. Moralismo seletivo é só máscara para repressão. Fetiche não define caráter; hipocrisia, sim”.
A polêmica em torno do caso de Eduardo Costa ganhou novos contornos. O bispo denunciou ter sido vítima de extorsão por parte de quem filmou e divulgou o vídeo, que teria exigido dinheiro para não expor as imagens.
Além disso, segundo o portal Metrópoles, surgiram notícias de que o caso não foi isolado, com moradores da região afirmando que o pastor já havia sido visto outras vezes com trajes semelhantes.
Em um desdobramento curioso e inusitado, um “kit pastor” com peruca e calcinha começou a ser vendido.









Pastor ficou a cara da PASTORA MICHELE BOLSSONARO.
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