Bilionários brasileiros da JBS posicionam-se para explorar reservas enquanto Caracas sinaliza abertura inédita ao investimento estrangeiro, prometendo abalos no mercado global de energia
Os bilionários brasileiros Wesley e Joesley Batista, da JBS, posicionam-se para o revival do petróleo na Venezuela via projeto Petrolera Roraima, beneficiando-se dos planos de Trump. Joesley se reuniu com Delcy Rodríguez em 9/jan, assegurando abertura ao investimento, e avalia oportunidades pela Fluxus. Visita anterior a Maduro em nov/2025 visava transição pacífica. Reforma anunciada em 15/jan facilita atração de capital estrangeiro, prometendo impactos no setor energético global.
Brasília (DF) · 19 de janeiro de 2026
Os irmãos Wesley Batista e Joesley Batista, magnatas brasileiros à frente da JBS, a maior processadora de carne do planeta, emergem como figuras pivô em um cenário de revitalização energética na Venezuela.
Posicionados discretamente nos arredores do setor petrolífero venezuelano, eles miram o projeto Petrolera Roraima, uma iniciativa com potencial de um bilhão de barris, que deve colher frutos dos planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ressuscitar a indústria de óleo sul-americana.
Essa movimentação, revelada por fontes próximas à operação, reflete uma estratégia calculada para diversificar impérios além da agroindústria.
Em novembro de 2025, Joesley Batista viajou a Caracas para um encontro com o então presidente Nicolás Maduro, em uma tentativa de persuadi-lo a ceder o poder pacificamente, conforme reportado pela Bloomberg.
Essa incursão inicial pavimentou o terreno para ações subsequentes. Em 9 de janeiro, o bilionário realizou uma diplomacia de vai-e-vem entre Washington e Caracas, reunindo-se com a presidente interina Delcy Rodríguez e, antes e depois, com autoridades americanas.
De acordo com uma fonte anônima consultada pela Reuters, Batista assegurou aos oficiais dos EUA que Rodríguez demonstra disposição para liberalizar o setor de óleo e gás, honrando compromissos internacionais. “Ela parece pronta para abrir a indústria de óleo e gás da nação ao investimento” , teria relatado o empresário, destacando um tom otimista em meio a sanções históricas.
Através da Fluxus, companhia energética adquirida pela família em 2023 e que já consolida ativos na Bolívia e na Argentina, os Batista avaliam oportunidades concretas na Venezuela. Essa expansão latina-americana alinha-se ao contexto de transição política no país, onde o colapso produtivo – de 3 milhões de barris diários para meros 800 mil – clama por injeções de capital estrangeiro, diz a matéria.
Menores players regionais também manifestam interesse, apesar dos riscos inerentes a instabilidades geopolíticas, mas a presença dos Batista eleva o patamar, dada sua influência transfronteiriça e laços com o mercado norte-americano via subsidiárias da JBS.
Especialistas em energia apontam que o revival venezuelano, impulsionado por Trump, poderia reequilibrar suprimentos globais, mitigando pressões inflacionárias em combustíveis. No entanto, desafios persistem: infraestrutura dilapidada, dívidas acumuladas pela PDVSA e a necessidade de reformas legais para atrair investidores.
Os Batista, com um histórico de resiliência após escândalos como o da Operação Lava Jato, personificam a audácia empresarial que pode catalisar essa virada.
Na quinta-feira (15/jan), Delcy Rodríguez anunciou uma reforma parcial na lei de hidrocarbonetos da Venezuela, visando facilitar investimentos estrangeiros, conforme noticiado pela Venezuelanalysis.

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