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Big Techs terão encontro com PL de Bolsonaro, que busca estratégias para fortalecer a legenda nas redes sociais

    Seminário entre os dias 20 e 21 deste mês ocorre enquanto o STF julga ações sobre a responsabilização das plataformas digitais quanto à desinformação, diante da omissão da Câmara dos Deputados sobre a regulamentação – SAIBA MAIS

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    Em um momento da história brasileira, de luta da Justiça contra os efeitos da desinformação nas redes sociais, o PL, partido que tem como presidente de honra o ex-presidente inelegível até 2030, Jair Bolsonaro, realizará um seminário nacional de comunicação, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília nos dias 20 e 21, com a presença de representantes das big techs Meta, Google e TikTok, para debater estratégias para fortalecer a presença da legenda no cenário digital.

    Meta e TikTok ainda não esclareceram a presença, mas “fontes“ indicam que as empresas digitais participarão de “treinamento técnico e boas práticas” com o partido daquele que foi três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal) e que, segundo o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), venceu a eleição presidencial de 2018 devido a “mentiras“, justamente nas redes sociais.

    Segundo o texto, a empresa Google disse em nota que “participa de inúmeros eventos oferecendo treinamentos” em suas ferramentas e plataformas, conforme transcreveu o do Estadão.

    “Esse tipo de iniciativa contribui com o entendimento de profissionais em diversas áreas sobre novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial. Ao longo dos últimos anos, o Google ministrou treinamentos para organizações pelo país, incluindo partidos políticos de todos os campos, órgãos públicos, empresas e empreendedores“.

    Materiais internos do PL inicialmente apresentavam as big techs como “parceiras” do seminário com imagens de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, mas depois foram alterados para mencionar apenas a “participação” das empresas com a foto do ex-presidente, diz o texto, que também lembra que esse “treinamento técnico e boas práticas” é semelhante ao que a Meta oferecerá ao PT (Partido dos Trabalhadores), o maior partido de esquerda da América Latina e segundo maior dentre todos do Brasil.


    Material de divulgação de seminário do PL, com participação das big techs Meta, Tiktok e Google | Foto: Divulgação/Partido Liberal / Estadão


    A presença das plataformas no evento do PL acontece um mês após sua ausência em uma audiência da AGU (Advocacia-Geral da União), para tratar da decisão da Meta de encerrar o programa de checagem de fatos, substituindo-o por um modelo próprio chamado Notas da Comunidade.

    O governo federal também reagiu ao anúncio de Zuckerberg, que afirmou que “a América Latina possui ‘tribunais secretos de censura’”, e, como resposta ao CEO, articulou frentes de atuação no Legislativo e no STF (Supremo Tribunal Federal), que deu início ao julgamento de ações sobre a responsabilização das redes sociais, diante da omissão da Câmara dos Deputados sobre a regulamentação das plataformas.

    Enquanto isso, o PT também busca se posicionar diante das plataformas digitais e organizou um curso virtual, com técnicos da empresa para orientar seus dirigentes e militantes sobre redes sociais, em sessão marcada para o dia 17 de fevereiro, na qual serão abordadas estratégias para ampliar o alcance das publicações.

    Essa aproximação da legenda fundada por aquele que é considerado o “melhor Presidente que o Brasil já teve” com a Meta ocorre em meio às diretrizes do novo ministro da SECOM (Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que orienta petistas ao alinhamento de suas narrativas partidárias com as do Governo Lula, para um uso mais estratégico das redes sociais evitando interações que ampliem o engajamento de apoiadores do dentro em breve e provável denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), Jair Bolsonaro.

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