Biden quer que Bolsonaro assine documento em defesa da democracia em apoio a obervadores nas eleições

O presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e o presidente dos EUA, Joe Biden, em seu país. Ao fundo, a edição passada da Cúpula das Américas | Sobreposição de imagens



“O tema é caro” ao presidente americano devido ao enfrentamento da resistência de Trump em aceitar sua derrota e fazer transição pacífica

O presidente dos EUA, Joe Biden, quer fazer o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, assinar um documento em defesa da democracia e em apoio a observadores eleitorais que atuarão em outubro.

A Casa Branca pretende emplacar o tema durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, e o Brasil dá sinais de que se comprometerá com o acordo.

De acordo com o Estadão, “o tema é caro” ao presidente americano devido ao enfrentamento da resistência do ex-presidente americano, Donald Trump, em aceitar sua derrota, que culminou com a invasão do Capitólio.

O jornal diz que os EUA têm emitido sinais ao governo brasileiro da preocupação com as investidas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral.

O Brasil não está na lista de países que têm problemas com missões eleitoras”, disse o Secretário das Américas do Ministério das Relações Exteriores, Pedro Miguel da Costa e Silva.

De acordo com a transcrição do jornal, Costa e Silva disse que “o Brasil está participando desde o início do processo negociador em espírito construtivo e aberto” e que “essa declaração não coloca nenhum problema para o Brasil, porque o País cumpre com tudo o que lá está e participa ativamente e apoia as missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos“.

Os Estados Unidos sabem que todos temos trabalho a fazer para construir uma democracia forte e inclusiva no hemisfério, inclusive aqui em casa”, afirmou o Secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian A. Nichols.

O assessor de Joe Biden para América Latina, Juan Gonzalez, disse que “a questão das eleições brasileiras deve ser decidida pelos brasileiros. E os Estados Unidos têm confiança nas instituições eleitorais do Brasil, que se mostraram robustas”.

A conversa entre o presidente (Biden) e o presidente Bolsonaro vai abranger uma ampla gama de tópicos que são bilaterais e, francamente, de natureza global, dada a importância da relação EUA- Brasil”, disse Gonzalez.

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