Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Barroso quase diz que opinião de Bolsonaro não fede nem cheira, e que não haverá golpe

    O presidente do Tribunal disse que qualquer tentativa já foi “sepultada” e Bolsonaro afirma que é perseguido pelo TSE e que querem torná-lo inelegível para garantir a vitória de LULA

    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, disse, em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (16/2), que qualquer tentativa de golpe do presidente  Jair Bolsonaro (PL) já foi “sepultada” no ano passado, quando ocorreram os  atos golpistas do feriado de 7 de setembro, com o chefe do Executivo atacando instituições democráticas, especialmente o  STF  (Supremo Tribunal Federal) e seus ministros, com foco especial em Alexandre de Moraes, que é o relator de investigações contra o gabinete do ódio do bolsonarismo. Barroso também disse que “há pessoas cujas opiniões não fazem diferença“, que na linguagem popular seria algo como “o que ele fala não fede nem cheira”. O magistrado ressalta que, nas vezes em que se manifestou, foram quando os ataques se deram no âmbito institucional, e ele se viu na obrigação de defender a Constituição.

    Ao ser questionado sobre a possibilidade de Bolsonaro tentar um golpe ao perder as eleições para LULA, Barroso disse que “maus perdedores” existem em todos os lugares e que “não há remédio na farmacologia jurídica” para essas pessoas e não vê a possibilidade de um atentado contra a democracia porque “as instituições brasileiras são sólidas“.

    “Eu acho que o 7 de setembro foi bem o sepultamento do golpe. Compareceram menos de 10% do que se esperava, quer dizer a extrema-direita radical no Brasil é bem menor do que se alardeava, as policiais militares não aderiram, nenhum oficial da ativa relevante deu qualquer apoio àquele tipo de manifestação. O presidente compareceu, fez um discurso pavoroso, golpista, de ameaças a pessoas a ofensas. [ Disse] ‘não vou cumprir decisão judicial’ e, dois dias depois, mudou completamente o discurso, procurou as pessoas que ele tinha ofendido para conversar… De modo que eu acho que ali se relevou que a sociedade brasileira não aceitaria nada diferente”, declarou.

    Luís Roberto Barroso desmente Jair Bolsonaro sobre live realizada direto de Moscou, em que afirma que as Forças Armadas teriam encontrado “vulnerabilidades” no sistema de votação brasileiro: As Forças “não apontaram coisa alguma“, disse Barroso.

    Enquanto isso, Bolsonaro  volta aos ataques contra o STF, a quem acusa de querer torná-lo inelegível. Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e agora Edson Fachin são os alvos do presidente: “Agora, o que fica da ação desses três ministros do STF, me parece que eles têm um interesse, né? Primeiro, buscar uma maneira de me tornar inelegível, na base da canetada. A outra, é eleger o seu candidato“, disse durante entrevista ao programa Pingo nos Is, da Jovem Pan News.

    Bolsonaro também reclamou da fala de Fachin, que disse que o TSE já pode estar sendo alvo de hackers da Rússia. Ele classificou para a fala como um “constrangimento“. O STF disse que não vai comentar as declarações. O presidente disse ainda que os três ministros “se comportam como adolescentes”. Bolsonaro acrescentou que Moraes, Fachin e Barroso “não contribuem em absolutamente nada” e “querem apenas uma narrativa para desgastar o governo“. “É difícil continuar. Lamentavelmente, três ministros do STF agindo dessa maneira, com uma perseguição claríssima contra a minha pessoa“.

    Moraes estaria agindo por “subterfúgios” para chegar a ele, disse o presidente. “Não vou tecer qualquer comentário a mais (sobre as urnas eletrônicas), porque estou aguardando no momento, como todo o Brasil está aguardando aí, o que as Forças Armadas dirão sobre a documentação que recebeu do TSE. Se procede, se o TSE tem razão. Pode ser que o TSE tenha razão. Ou se não tem razão e o porquê e aí os próximos passos serão dados pelas Forças Armadas. Lamentável essa declaração do ministro Fachin nesse sentido”, afirmou.

    Documento assegura credibilidade das urnas

    “A arquitetura de segurança da urna eletrônica, combinada com as exigências de cadeia de produção e demais avaliações feitas pela equipe do TSE durante o planejamento da produção, garantem que haja segurança nas urnas produzidas independentemente do fornecedor dos componentes eletrônicos e independente da contratada, que projeta e integra a urna eletrônica“, diz o documento.

    Barroso disse, na entrevista da GloboNews, que “a mentira já estava pronta. E é lamentável envolver as Forças Armadas, que são um setor respeitado da sociedade brasileira, que têm o prestígio que deve ter, e que não devem ser jogadas em discursos políticos menores de varejo e de campanha. E, portanto, nós temos muita convicção que isso não vá acontecer“, ponderou.

    Há pessoas que são desencontradas espiritualmente. E eu sou dessas pessoas que vive em um estado de paz interior. Eu diria que se ficasse com raiva seria mais humano do que minha completa indiferença. Afora os ataques institucionais que respondi por meu dever de defender a Constituição, [pois] há pessoas cujas opiniões não fazem diferença“, afirmou.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading