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Barroso deve deixar a presidência do STF em setembro com Bolsonaro condenado a 28 anos de prisão, diz Kakay

    De acordo com o advogado criminalista inserido nos poderes de Brasília, ex-presidente não escapa e estará atrás das grades dentro de cinco meses – Kakay revela também que dispensou pedido de Bolsonaro para advogar em sua causa, há 7 anos – SAIBA MAIS

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    Brasília, 10 de abril de 2025

    O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fez uma previsão contundente durante entrevista ao jornalista Chico Pinheiro no programa ICL Notícias, exibido em 7 de abril. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será condenado a uma pena mínima de 28 anos de prisão, com a sentença prevista para ocorrer dentro de cinco meses, até setembro, coincidindo com o fim do mandato de Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A declaração reacende o debate sobre as investigações envolvendo Bolsonaro e o papel do STF na condução de casos de alta relevância política. Kakay, figura influente nos corredores de Brasília e conhecido por atuar em casos de grande repercussão, baseou sua análise nas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Ele destacou a solidez técnica das acusações, que incluem suspeitas de crimes como tentativa de golpe de Estado, incitação à violência e desinformação durante seu mandato. Traduzindo, de uma forma direta, Kakay disse que Bolsonaro não escapa devido a provas robustas, e o STF, sob Barroso, tem adotado uma postura firme contra ameaças à democracia.

    A entrevista abordou o impacto da presidência de Barroso, iniciada em setembro de 2023, e seu papel em um período marcado por tensões políticas, incluindo julgamentos relacionados aos ataques de 8 de Janeiro e inquéritos sobre fake news, nos quais Bolsonaro é investigado.

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    Em um trecho da entrevista, o advogado criminalista revela que antes da eleição de 2018, Bolsonaro o procurou, com Kakay tendo sido recomendado a atender um cliente cujo nome não fora revelado até o encontro em um restaurante.

    Ele ficou surpreso e, antes que o então candidato à Presidência pudesse argumentar sobre qualquer assunto, Kakay adiantou que não seria advogado de Bolsonaro em hipótese alguma.

    Questionado sobre o motivo, o então deputado ouviu de Kakay que seria um assunto indelicado.

    Trecho do original em CHICO PINHEIRO ENTREVISTA – 07/04/25 – KAKAY

    Pelo link da entrevista, acima em vermelho, é possível assistir Kakay afirmando que foi “procurado por financiadores e políticos” envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. “Desses que foram denunciados, acredito que ainda faltam alguns financiadores pesados e políticos que não estão no grupo denunciado. Eu tenho cobrado isso publicamente da Polícia Federal e do Ministério Público“.

    O advogado afirma que, quando leu a denúncia da PGR, previu que ela seria recebida até março e diz que ela “tem tudo para ser julgada até julho, no máximo agosto“. E acrescenta que, “pelo que estou acompanhando, a condenação será unânime. Eles [Bolsonaro e aliados] serão condenados“.

    Para Kakay, “tentar instituir uma ditadura no Brasil” é “um caso extremo“, que justifica uma prisão. É “um dos poucos casos em que vejo a inevitabilidade da prisão“.

    Nós vivemos quatro anos de um governo fascista, em que Bolsonaro e seu grupo tentaram destruir todas as conquistas humanistas conseguidas ao longo do tempo. Não é sobre o PT, esqueça o PT. Havia um Congresso cooptado, completamente cooptado. Bolsonaro entregou a administração do orçamento, e tudo foi o começo do fim. Poderíamos ter chegado a um ponto sem volta“, disse o advogado.

    E aí, quem é que manteve, por incrível que possa parecer, a estabilidade no Brasil? O Poder Judiciário (…) que manteve a estabilidade democrática” ,diz Kakay.

    Bolsonaro, na minha visão, ele será condenado até setembro, no máximo. O ministro Luís Roberto Barroso termina o mandato dele, de presidente, em setembro. Eu acho que ele merece. Ele foi tão ofendido pelo Bolsonaro!”, afirma o advogado. “Não tem muita saída: vai partir de 28 anos. Eles vão pegar 28 anos, ou tem gente que fala em 35 e tal“.

    E ele pode pegar mais. Ainda tem os problemas que a Covid gerou por omissão dele. Ainda tem as joias. Eu não me conformo com a completa inação da Procuradoria Geral da República até épocas que punha um termo de poderes imperiais do procurador-Geral da República de não ter feito nada na época da Covid”, diz Kakay.

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