Magistrado declara que sessão plenária desta quinta-feira (9/out) é a última e abre espaço para a terceira indicação do estadista à mais alta Corte de Justiça do Brasil
Brasília, 09 de outubro 2025
O ministro Luís Roberto Barroso comunicou, no encerramento da sessão plenária desta quinta-feira (09/out), sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), em um anúncio que pegou de surpresa seus colegas.
Visivelmente emocionado, o magistrado, que presidiu a Corte até o mês passado, declarou que esta foi “a última sessão plenária de que participo”, embora ainda deva comparecer ao STF na próxima semana para concluir pendências processuais.
Barroso, que foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, poderia permanecer no cargo até 2033, quando completaria 75 anos.
A decisão de antecipar a saída em oito anos ecoa seu sentimento de que “não tenho qualquer apego ao poder” e a necessidade de “seguir novos rumos” na vida pessoal, longe dos sacrifícios e ônus do cargo, conforme também noticiaram Estadão e Jota.
O impacto político do movimento de Barroso é imediato: a vaga aberta em uma das onze cadeiras do STF será preenchida por uma indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tornando-se a terceira nomeação do atual mandato.
O presidente, que já havia sido notificado da possível intenção do ministro há cerca de dois anos, agora tem a prerrogativa de escolher um nome com notável saber jurídico e reputação ilibada, que será sabatinado e precisará da aprovação do Senado Federal.
A notícia movimenta os bastidores de Brasília, intensificando as especulações sobre os favoritos, como o atual Advogado-Geral da União, Jorge Messias, e o ministro do TCU, Bruno Dantas, conforme apurado pela CNN Brasil.
Em seu discurso de despedida, Barroso refletiu sobre seus 12 anos na Corte, afirmando não ter “qualquer arrependimento” das decisões tomadas e recebendo aplausos de pé dos colegas.
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A sua saída antecipada é um evento raro, mas não inédito, no histórico do Supremo, ressaltando uma trajetória marcada por importantes decisões na área constitucional e pela presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A aposentadoria do ministro não só encerra um ciclo relevante na Justiça brasileira mas também realinha o equilíbrio da Corte com a chegada de um novo integrante escolhido pelo Executivo, um ponto crucial para os próximos anos da política e do direito no país, conforme repercutiu a InfoMoney e VEJA.







