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Marinha israelense intercepta barco da Freedom Flotilla em missão humanitária para Gaza. Ativistas, incluindo Greta Thunberg e Thiago Ávila, serão deportados – SAIBA MAIS
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Jerusalém, 09 de junho de 2025
A Marinha Israelense interceptou na noite de 8 de junho de 2025 o barco Madleen, da Freedom Flotilla Coalition (FFC), que tentava entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
A embarcação, que transportava 12 ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, está a caminho do Porto de Ashdod, segundo o The Times of Israel.
Os ativistas serão entregues à Polícia de Israel para deportação.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a missão como um “iate de selfies” e criticou os ativistas por encenarem uma “provocação midiática”.
A embarcação, com bandeira britânica, partiu da Sicília em 1º de junho, carregando suprimentos como fórmula infantil e medicamentos.
A FFC denunciou a interceptação como “sequestro” em águas internacionais, violando o direito internacional.
Francesca Albanese, relatora da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, relatou que o Madleen foi cercado por lanchas rápidas e drones, que lançaram uma substância branca no convés.
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A comunicação foi interrompida durante a abordagem.
O Hamas condenou a ação como “violação flagrante” do direito internacional, exigindo a libertação dos ativistas.
O Itamaraty acompanha o caso do brasileiro Thiago Ávila e pediu a Israel a liberação imediata dos detidos, reforçando a necessidade de remover restrições à ajuda humanitária em Gaza.
A embarcação foi redirecionada para Ashdod, e os ativistas devem chegar ao Aeroporto Ben-Gurion às 18h (horário local) para deportação.
Sites palestinos da Europa noticiaram o caso, destacando a crise humanitária em Gaza.
O Palestinian News Network (PNN) informou que a interceptação reflete a repressão de Israel contra iniciativas de solidariedade. O Middle East Monitor, com sede no Reino Unido, destacou que o Madleen buscava romper o bloqueio de Gaza, intensificado desde março.
A Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária severa, com 54.880 mortes desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
O bloqueio de Israel restringe alimentos e medicamentos, afetando 2,1 milhões de habitantes.
A ONU alerta para risco de fome generalizada, enquanto Israel defende o bloqueio para impedir armas ao Hamas.
A interceptação do Madleen reacende o debate sobre o bloqueio de Gaza e a liberdade de navegação.
Ativistas como Greta Thunberg buscam chamar atenção para a situação palestina, enquanto Israel mantém sua política de segurança.
A deportação dos ativistas pode intensificar pressões internacionais por um cessar-fogo.












