Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Fim da “Bancada dos Foragidos”: Eduardo Bolsonaro e Ramagem têm mandatos cassados e Lindbergh Farias comemora

    Deputados bolsonaristas fugitivos da Justiça do Brasil que vivem nos EUA ainda não se manifestaram como de costume

    Clickable caption
    Eduardo Bolsonaro
    Eduardo Bolsonaro / Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Alexandre Ramagem / Foto: Breno Esaki/Metrópoles


    Brasília, 18 de dezembro 2025

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou nesta quinta-feira (18/dez) a cassação dos mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da Casa, cumpre protocolos regimentais e decisões judiciais, marcando um ponto de inflexão na luta contra irregularidades parlamentares.

    A decisão administrativa da Mesa Diretora reflete o acúmulo de faltas injustificadas por Eduardo Bolsonaro, que ultrapassou o limite permitido pelo regimento interno, e a condenação criminal de Ramagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

    Como detalhado na publicação oficial, a perda dos mandatos entra em vigor imediatamente, abrindo vagas para suplentes e alterando o equilíbrio de forças no plenário.

    Hugo Motta justificou a ação com firmeza. Em declaração à imprensa, ele afirmou:”Fiz o que tinha que fazer”, enfatizando o cumprimento de normas internas e ordens judiciais.

    Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, deixou o Brasil em fevereiro de 2025, alegando perseguição pelo Judiciário, e desde então acumula ausências que violam o artigo 55 da Constituição Federal.

    O filho do golpista também enfrenta acusações de promover sanções internacionais contra o Brasil a partir dos EUA, para obstruir julgamentos envolvendo sua família.

    Quanto a Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fugiu para os EUA em setembro, após condenação por ações que visavam desestabilizar instituições democráticas.

    Parlamentares da oposição, alinhados ao bolsonarismo, criticaram a medida como uma submissão ao STF. Um deputado do PL declarou que “a Câmara está de joelhos”, prometendo recursos judiciais.

    Do lado governista, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), celebrou: “Acabamos com a bancada de foragidos”, destacando o fim de uma era de impunidade.

    O contexto remonta a investigações iniciadas anos antes. Em 2023, Ramagem já era alvo de apurações pela Polícia Federal por suposto uso indevido da Abin para monitorar adversários políticos, o que evoluiu para condenação em 2025.

    No caso de Eduardo Bolsonaro, processos por incitação a atos antidemocráticos datam de 2022, com agravamento após o 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de seu pai invadiram sedes dos Três Poderes.

    A anulação do mandato de Carla Zambelli pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pavimentou o terreno para ações mais assertivas contra Ramagem e Eduardo.

    Esses episódios ilustravam a persistência de Motta em avançar com procedimentos regimentais, mesmo sob críticas de inércia inicial.

    A cassação não apenas reduz a influência do PL na Casa, mas sinaliza um endurecimento contra parlamentares ausentes ou condenados, potencialmente inspirando reformas no regimento.

    Os contemplados com o desligamento da vida pública ainda não se manifestaram, como de costume.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading